Redes Sociais

Facebook e WhatsApp querem combater “fake news” em África

O Facebook pretende diminuir a capacidade de distribuição de notícias e factos que sejam falso. WhatsApp, também, lançou uma campanha 'Partilha Factos, não Rumores' na Nigéria.

O termo 'fake news' passou a ser usado após as eleições norte-americanas de 2016, alegadamente influenciadas por uma campanha de desinformação por parte da Rússia

LUONG THAI LINH/EPA

O gigante tecnológico Facebook vai juntar-se a parceiros locais na África do Sul, Nigéria, Quénia, Camarões e Senegal, para combater a disseminação de ‘fake news’, num ano em que haverá várias eleições no continente africano.

De acordo com a agência de informação financeira Bloomberg, o Facebook pretende diminuir a capacidade de distribuição de notícias e factos que sejam falsos, recorrendo aos parceiros locais, como a Africa Check, Pesa Check e Dubawa, que farão a verificação dos conteúdos.

Na Nigéria, a maior economia africana e um dos países onde haverá eleições presidenciais este ano, o Facebook, através da sua plataforma de troca de mensagens instantâneas Whatsapp, pretende “fomentar o envio de questões pelos utilizadores sobre potenciais rumores que tenham recebido através desta plataforma”.

A Whatsapp também lançou a campanha ‘Partilha Factos, não Rumores’ na Nigéria para aumentar a perceção do público sobre o volume de informação falsa disseminada através desta rede de partilha de mensagens.

O Facebook anunciou que começou a retirar anúncios publicitários na Nigéria que foram comprados fora do país, numa tentativa de ajudar a prevenir interferências externas.

O termo ‘fake news’ passou a ser usado regularmente após as eleições norte-americanas de 2016, alegadamente influenciadas por uma campanha de desinformação por parte da Rússia.

Em África, a disseminação de informações falsas é há muito tempo uma questão controversa, alimentada pela iliteracia mediática das populações e pela falta de transparência que caracteriza o estilo de muitos governos no continente. O combate ao fenómeno ganha nova urgência quando 1,2 mil milhões de pessoas têm telemóvel e 24% estavam ‘online’ no ano passado, o maior crescimento mundial, de acordo com a Agência Internacional de Telecomunicações da ONU.

Alguns governos africanos querem criminalizar a publicação de notícias falsas, um passo demasiado longo para os jornalistas nestes países, onde a comunicação social é muitas vezes censurada e os jornalistas podem ser presos por escreverem histórias críticas do poder.

O Presidente do Quénia, Uhuru Kenyatta, aprovou, no ano passado, a aplicação de multas e penas de prisão para condenados por divulgarem ‘fake news’, depois de as eleições presidenciais de 2017 terem ficado marcadas por uma campanha de desinformação “online” que fez aumentar a tensão política num país conhecido pela violência pós-eleitoral.

Por outro lado, alguns governos de África são acusados de eles próprios promoverem a desinformação e de tentarem desacreditar relatórios de organizações internacionais.

As autoridades da Nigéria, por exemplo, contestam frequentemente a veracidade de relatórios sobre alegados abusos policiais e militares sobre os eleitores durante as campanhas eleitorais, bem como as ações das organizações de direitos humanos.

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