Reino Unido

Federação inglesa saúda manifesto antirracismo de Raheem Sterling

Sterling tem-se assumido como uma figura que luta contra o racismo e no manifesto denunciou episódios racistas em jogos de futebol. O texto foi publicado no diário The Times.

O extremo de 24 anos atua pelo campeão Manchester City

KIERAN GALVIN/EPA

A Federação Inglesa de futebol (FA) saudou esta quarta-feira o manifesto assinado pelo extremo do Manchester City Raheem Sterling, publicado na terça-feira pelo diário britânico The Times, que descreve o problema do racismo na modalidade.

“Congratulamo-nos com o manifesto porque complementa e suporta grande parte do trabalho que já estamos a realizar para garantir uma melhor representação das minorias de género e étnicas na nossa modalidade. A FA quer criar uma mudança positiva no futebol inglês para refletir melhor a sociedade moderna, ajudando a derrubar barreiras e a inspirar as gerações futuras”, escreveu o organismo, em comunicado publicado no site oficial.

No manifesto, Sterling, de 24 anos, que se tornou uma figura proeminente na luta contra o racismo, nomeou vários episódios racistas que tiveram palco nos estádios de futebol durante os últimos meses, como, por exemplo, os insultos de que foi alvo no jogo entre o Chelsea e o Manchester City, além do tratamento que Moise Kean, jogador da Juventus, tem recebido em Itália.

Assinado por vários grandes nomes do futebol e figuras políticas, o texto publicado pelo The Times apela à promoção das minorias étnicas nos cargos de liderança do futebol inglês, bem como uma maior severidade nas sanções aplicadas ao uso de insultos racistas.

“Concordamos que deve haver uma mudança radical no topo. A tomada de decisões no futebol deve refletir a sociedade e a fantástica diversidade de participantes do futebol. Em 2018, a FA lançou o seu plano para a igualdade, diversidade e inclusão, no qual definimos metas claras, como o manifesto exige, para treinadores, funcionários e líderes da BAME [acrónimo referente às comunidades minoritárias no Reino Unido]. Estabelecemos a meta de atingir 16% dos funcionários até 2021 (atualmente 13%) e 11% nas posições de liderança (atualmente 5%)”, explanou.

O internacional inglês Raheem Sterling, de origem jamaicana, que classificou o racismo no futebol como um problema “longe de estar solucionado”, foi contratado pelo Manchester City ao Liverpool no verão de 2015 e conquistou um campeonato e três Taças da Liga inglesa pelos sky blues.

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