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Serviço De Estrangeiros E Fronteiras

Aeroporto de Lisboa tem mais 45 inspetores do SEF

A partir desta segunda-feira vão estar em funções 45 novos inspetores estagiários do SEF no aeroporto de Lisboa pelo que serão 67 o número total de estagiários na unidade aeroportuária da capital.

O sindicato refere que há 10 anos havia 120 inspetores no aeroporto de Lisboa e que "agora são 280"

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

O ministro da Administração Interna destacou esta segunda-feira que a partir deste dia vão estar em funções 45 novos inspetores estagiários do Serviço Estrangeiros e Fronteiras no aeroporto de Lisboa e criados 49 postos de controlo eletrónico.

Eduardo Cabrita, que falava esta segunda-feira no aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa na qual presidiu à receção aos novos inspetores estagiários do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), lembrou que este ano já tinha havido um reforço de 22 inspetores em Lisboa no início do mês de abril, pelo que ao todo serão 67 os estagiários na unidade aeroportuária da capital.

“Estas decisões inserem-se num conjunto de alterações na resposta aeroportuária que em articulação com o Ministério das Infraestruturas e Habitação e em diálogo com o concessionário, com a ANA, temos vindo a fazer nos aeroportos”, disse.

De acordo com o ministro, foi já aprovada a criação de 49 postos de controlo eletrónico que serão instalados nos aeroportos de Lisboa, Porto, Faro e Funchal.

“Estão a ser introduzidas alterações nas condições de acesso de passageiros que vão melhorar as condições de resposta”, indicou.

No fim de semana, o Sindicato de Carreira de Investigação e Fiscalização do SEF exigiu ao Governo que pusesse a gestora dos aeroportos “ANA na ordem” para que os inspetores tenham “condições aceitáveis” de trabalho.

O sindicato acusa a Vinci Airports, que detém a ANA Aeroportos, de não atribuir aos inspetores do SEF no aeroporto Humberto Delgado “salas condignas para as suas refeições, restringindo-lhes as áreas comuns, mantendo as mesmas salas de entrevistas e as mesmas instalações sanitárias do tempo em que o trânsito aeroportuário era um terço do atual”.

O sindicato refere que há 10 anos havia 120 inspetores no aeroporto de Lisboa e que “agora são 280”.

Esta segunda-feira, o ministro da Administração Interna (MAI) esclareceu que o Governo já apresentou “ao concessionário um conjunto de indicações na estrutura do aeroporto”.

Eduardo Cabrita adiantou que vai ter na próxima semana uma reunião com a ANA para abordar as questões das condições físicas.

“Já estão a ser consideradas novas condições para o SEF e para a PSP na preparação do alargamento do aeroporto de Lisboa”, sublinhou.

“Mais trabalhadores significam mais condições. Já tínhamos dito à ANA que é fundamental separar os voos da zona de origem. Que é necessário melhorar as condições de trânsito e criar condições para a instalação de mais máquinas de controlo”, disse.

O reforço com os estagiários no aeroporto, segundo Eduardo Cabrita, antecipa a resposta ao crescimento de tráfego no aeroporto.

“O número de passageiros não Schengen duplicou entre 2013 e 2019. A resposta que o SEF dá é mais do que duplicar a sua resposta em meios humanos no aeroporto de Lisboa e é propor à concessionária na estrutura do aeroporto diferenciando as zonas de atendimento de passageiros por origens dos voos criando zonas de circulação mais rápida para passageiros em trânsito”, disse.

De acordo com o ministro este é o maior número de inspetores existente no aeroporto de Lisboa, o dobro dos que existiam em 2014.

Também o presidente do Conselho de Administração da ANA, José Luís Arnaut, destacou importância do reforço de inspetores do SEF.

“Estamos a tentar colmatar as deficiências do aeroporto, dos momentos de espera, a coordenação de meios com o SEF para que nas horas de maior fluxo e que as boxes estejam preenchidas na sua plenitude”, disse.

Sobre as acusações do Sindicato de Carreira de Investigação e Fiscalização do SEF, José Luís Arnaut disse que foi feito um “investimento nas instalações para os quadros no SEF no valor de um milhão e 300 mil euros para melhorar as condições.

“Não nos metemos em questões sindicais, nestas guerras entre sindicatos. O nosso diálogo é com a direção nacional do SEF”, conclui.

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