As autoridade de saúde de Paris estão a pedir às famílias com crianças menores de sete anos e a mulheres grávidas que morem perto da catedral de Notre Dame, parcialmente destruída por um fogo a 15 de abril, que verifiquem os níveis de chumbo no sangue. O alerta surge depois de uma criança que vive na Île de la Cité, no centro de Paris, ter apresentado níveis elevados daquela substância no sangue, ultrapassando mesmo os limites de segurança (50 microgramas por litro de sangue).

A Agência Regional de Saúde de Paris já lançou uma investigação para verificar se as causas desses níveis anormais de chumbo estão relacionadas com o incêndio de abril. O chumbo é um metal tóxico para o ser humano e é especialmente prejudicial para as crianças, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), podendo afetar o desenvolvimento do cérebro e do sistema nervoso.

O antes e o depois. Como o incêndio consumiu Notre Dame

Durante o incêndio, cerca de 300 toneladas de chumbo do telhado e do pináculo da catedral derreteram devido ao calor extremo, libertando substâncias tóxicas, que colocam em risco a saúde dos parisienses que moram no centro de Paris. Uma semana depois do incêndio, a polícia da capital veio garantir que a exposição ao chumbo estava “muito localizada”, mas aconselhou os moradores a usarem “toalhas húmidas para eliminarem a poeira”.

O alerta sobe agora de tom, com a Agência Regional de Saúde de Paris a avançar mesmo com uma “investigação ambiental”.

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Responsável pelo restauro de Notre Dame quer pináculo “exatamente” como estava

Mais de um mês depois do incêndio, o arquiteto Philippe Villeneuve, responsável pelo restauro da Notre Dame durante os últimos seis anos, revelou ao jornal francês Le Figaro que o emblemático pináculo da catedral deve ser reconstruído de forma a ficar “exatamente” como estava.

A opinião de Villeneuve contradiz a do presidente francês Emmanuel Macron, que já disse esperar uma “reconstrução criativa” de Notre Dame, que represente uma “aliança entre a tradição e a modernidade”.