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O Stadia, o “Netflix dos videojogos”, da Google não chega a Portugal em 2019

14 países vão receber o Stadia, a plataforma online de videojogos da Google, mas para já Portugal não é um eles. A empresa divulgou preços, títulos e a velocidade necessária para jogar na Internet.

O Stadia foi anunciado a 20 de março de 2019

Getty Images

“O futuro dos videojogos não está numa caixa”, disse ousadamente a Google em março quando anunciou o Stadia. O “Netflix dos jogos” prometeu que vamos poder jogar produções de última geração em stream da mesma forma que é possível ver séries online. Na altura do anúncio, surgiram várias dúvidas e a Google manteve os esclarecimentos debaixo de um véu: preço, detalhes sobre a acessibilidade ou requisitos técnicos ficaram por ser revelados. Esta quinta-feira, em antecipação da E3, a maior feira de videojogos do mundo, a Google deu novidades, mas uma é má para os fãs portugueses: Portugal não vai receber o serviço, pelo menos em 2019.

O Stadia vai chegar ao mercado dos videojogos em novembro em 14 países (Espanha, Irlanda, Reino Unido, Estados Unidos da América ou Canadá estão entre os “fundadores”). O sistema vai ter um preço de 130 euros para os países europeus, que inclui um kit de hardware — com um comando e um adaptar Chromecast Ultra para ecrãs — e três meses de subscrição do “serviço premium”, avança o The Verge. Depois disso, a subscrição mensal vai custar 10 euros.

A premissa de o Stadia ser o “Netflix dos videojogos” continua a existir, mas esta quinta-feira a Google mostrou que não vai ser bem como se esperava. Em vez de o utilizador pagar 10 euros por mês e ter acesso a uma biblioteca de jogos em que pode escolher o que quiser, inicialmente este valor apenas vai permitir jogar um jogo: o Destiny 2.

No futuro, a Google afirma que vai disponibilizar mais jogos neste “serviço premium”, mas para jogar os principais títulos o jogador vai ter de comprar uma cópia digital (ou licença para poder jogar). Ao mesmo meio, a Google afirmou que a expectativa que os utilizadores devem ter é a de vir a comprar os videojogos e não alugá-los. “Vamos vender os jogos como qualquer outra plataforma digital”, disse Jack Buser, responsável do Stadia.

De resto, a promessa da Google mantém-se: seja um computador topo de gama ou um portátil com menos capacidade, com este serviço é possível jogar jogos de última geração pela Internet. Quais jogos? Para já, estão confirmados títulos como o Dragon Ball Xenoverse 2 (Bandai Namco), o Assassin’s Creed Odyssey (Ubisoft), o NBA 2K (2K Games) ou o Final Fantasy XV (Square Enix). A Google diz que vai anunciar mais jogos para o Stadia durante a E3, mas a empresa ainda não divulgou se vai ter ou não algum título exclusivo para o seu serviço.

Para jogar o Stadia em 4K e a 60 frames por segundo vai ser preciso, no mínimo, uma velocidade de ligação online de 35 megabytes por segundo. Para quem não for tão exigente e não se preocupar em ter apenas som stereo e imagem a 720p enquanto joga, 10 megabytes por segundo serão suficientes. Contudo, a Google afirma que o melhor é contar com uma ligação ao modem por cabo de rede (ethernet) ou Wi-Fi estável.

No início, o Stadia só vai estar disponível nos equipamentos Pixel 3 e Pixel 3A da Google, além de computadores fixos e portáteis. Jogar através de dados móveis? “Não é expectável que funcione”, adianta a empresa. Para esse tipo de ligação móvel, a empresa diz que as infraestruturas 5G podem ser a solução.

O Stadia não é o primeiro serviço de videojogos a querer chegar ao mercado. No passado, plataformas como o OnLive tentaram mudar a forma de utilização de videojogos, através da nuvem — em servidores remotos — em vez de consolas ou computadores domésticos que tratam de todo o processamento. As velocidades reduzidas de Internet e o preço dos servidores fizeram com que a experiência de jogo não fosse a melhor e este tipo de serviços tem tido dificuldades em arrancar.

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