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Reino Unido

O génio Alan Turing, que foi condenado por ser gay, é agora o rosto da nota de 50 libras

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O matemático, que descodificou comunicações alemãs durante a Segunda Guerra Mundial, e que é considerado o pai da inteligência artificial, vai ser o rosto da próxima nota britânica de 50 libras.

A nota de 50 libras foi apresentada pelo Banco de Inglaterra

Getty Images

Por entre quase mil nomes da ciência, entre os quais o do físico Stephen Hawking, a escolha acabou por incidir sobre Alan Turing, o génio matemático que “quebrou” o código dos nazis durante a Segunda Grande Guerra. O desenho da nova nota de 50 libras, que deverá entrar em circulação em 2021, foi revelado esta segunda-feira pelo Banco de Inglaterra.

A história de Turing é hoje célebre em todo o mundo, muito por conta do filme “O Jogo da Imitação” (ou “Imitation Game”, em inglês), realizado por Morten Tyldum em 2014, com Benedict Cumberbatch no papel de protagonista.

Alan Turing “foi um matemático brilhante, cujo trabalho tem tido um enorme impacto na forma como vivemos hoje em dia”, afirmou o governador do Banco de Inglaterra, Mark Carney, no momento do anúncio. “Enquanto pai da ciência da computação e da inteligência artificial, bem como herói de guerra, os contributos de de Alan Turing foram inovadores e e vastos. Turing é um gigante em cujos ombros muitos hoje se apoiam”, disse o governador do Banco de Inglaterra.

O matemático é considerado herói de guerra por ter decifrado os códigos de nazis durante a Segunda Guerra Mundial. Uma história que não foi conhecida durante várias décadas, mas que terá salvo milhares de vidas.

Antes, em 1937, publicou um importante artigo sobre a ideia que estaria na origem da chamada máquina de Turing, que está na base dos computadores modernos.

Turing é ainda conhecido pela discriminação que sofreu por ter sido homossexual. Foi mesmo por essa razão condenado durante a era Vitoriana. E em 1954, depois de ter sido vítima de castração química — para evitar uma pena do tribunal —, acabaria por se matar, com apenas 41 anos.

Em 2009, o então primeiro-ministro Gordon Brown pediu desculpa pelo tratamento dado pelo sistema judicial britânico a Turing durante a década de 50, na sequência de uma petição assinada por milhares de pessoas. Cinco anos depois, o matemático receberia um perdão real.

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