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Requalificação da zona ribeirinha entre Pedrouços e Cruz Quebrada vai custar 300 milhões

O projeto pretende intervencionar 64 hectares de área e posicionar Portugal num "espaço de referência no contexto internacional nos domínios das ciências marítimas e marinhas e à economia azul".

Na cerimónia, foi ainda lançado o concurso público para a concessão de exploração da Marina de Pedrouços e inaugurada a 'ciclovia do mar', que liga Lisboa a Oeiras

TIAGO PETINGA/LUSA

A zona ribeirinha entre Pedrouços, Lisboa, e Cruz Quebrada, Oeiras, vai ser requalificada até 2030, num investimento total de 300 milhões de euros, maioritariamente privado, anunciou nesta segunda-feira o Governo.

O projeto, que abrange 64 hectares de área de intervenção, pretende posicionar Portugal num “espaço de referência no contexto internacional nos domínios das ciências marítimas e marinhas e à economia azul”, realçou a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, que falava na cerimónia de apresentação do ‘Campus do Mar’, que nascerá na frente ribeirinha entre Pedrouços e a Cruz Quebrada.

Do investimento total de 300 milhões de euros, até 2030, 73% será investimento privado (219 ME), 25% público-privado (76ME) e 2% (5ME) será investimento público, estimando-se uma receita anual de 6,8 milhões de euros.

O projeto está dividido em três fases de implementação, sendo que na primeira, até 2022, será investido um total de 118 milhões de euros na Marina de Pedrouços, num espaço para instalação de empresas, na criação de um ‘Ocean Lab’, na construção de residências temporárias para investigadores, restauração, entre outros.

Na segunda fase (2022-2026) está previsto um investimento total de 152 milhões de euros num hotel, num espaço empresarial e para centros de investigação, na Marina do Jamor, na ‘Blue Business School’, assim como em terrapleno, arranjos exteriores ou acessibilidades.

Por fim, na terceira fase (2026-2030), vão ser investidos 30 milhões de euros em terrapleno, arranjos exteriores ou acessibilidades.

De acordo com o Governo, o designado ‘Ocean Campus’, ou Campus do Mar, visa criar um campus de Investigação, Desenvolvimento e Inovação (ID&I) internacional de atividades ligadas ao mar, bem como “agregar, sob a temática do mar, vários organismos, serviços e instituições públicas, polos universitários, laboratórios de investigação, unidades âncora para desenvolvimento de novos modelos de relacionamento”.

O projeto pretende “criar uma zona embrião de ‘startups‘, salas de reuniões, auditório e zona de exposições”, apostando-se também “na reabilitação da Doca de Pedrouços e dos armazéns da Docapesca”.

Falando na sessão de apresentação do projeto, o presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, afirmou que o município está “disposto para antecipar o cenário de concretização” da requalificação da zona, de modo a que a “primeira e segunda fases possam ser executadas em simultâneo”.

O autarca anunciou também a requalificação das praias de Algés e da Cruz Quebrada, esperando que venham a ter Bandeira Azul no futuro.

Por seu turno, o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, considerou que este é “um projeto de profunda ligação da terra com o mar, de devolução às pessoas de um espaço que atualmente se encontra fechado”, já que contempla “amplas zonas de fruição pública”.

A ministra Ana Paula Vitorino propôs também aos presidentes das duas autarquias que este seja “um espaço quase livre de carros” e que se promova os modos de transporte sustentáveis no interior do Campus do Mar.

Na cerimónia, foi ainda lançado o concurso público para a concessão de exploração da Marina de Pedrouços e inaugurada a ‘ciclovia do mar’, que liga Lisboa a Oeiras.

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