Há carros com 100 cavalos, 200, 400, 1.000 e 1.500 cv, como o Bugatti Chiron, que dominou a guerra entre os hiperdesportivos até chegarem os carros eléctricos. O Rimac C_Two colocou a fasquia lá em cima ao oferecer 1.900 cv, recorrendo a quatro motores e, agora, a Lotus eleva um pouco mais a fasquia, ao anunciar um número redondo: 2.000 cv de potência para o Evija.

A Lotus é um fabricante que andou por aí, a “saltar” de mão em mão desde que foi criada por Colin Chapman em 1948, o mago engenheiro britânico que inovou na F1 e nos desportivos de estrada. Hoje é controlada pelo chinês Li Shufu, que também é dono da Geely, Volvo, quase 10% da Daimler e 50% da Smart, entre muitas outras “coisas”.

O Evija é apenas o seu mais recente projecto, sendo simultaneamente o seu primeiro modelo 100% eléctrico – fundamental para o mercado chinês e muito mais barato de construir do que um hiperdesportivo com o mesmo nível de potência, mas extraído de um motor a gasolina. Curiosamente, a Lotus escolheu a Supercar Blondie para confiar os comandos do seu sofisticado hiperdesportivo, esperando que a vlogger australiana deslumbrasse os fãs com a sua profunda análise do produto.

Supercar Blondie é uma australiana que foi viver para o Dubai para falar de supercarros aos árabes

A “louraça” começa por realçar que é a primeira a guiar este Lotus, para depois, recorrendo aos seus profundos conhecimentos de aerodinâmica, destacar uns “buracos” que o Evija exibe. Aparentemente entram pela lateral e saem pela traseira, mas a “Blondie” não revela os motivos para tanto trabalho e investimento por parte da Lotus, deixando os seus seguidores (eventualmente) à espera de um segundo vídeo, mais aprofundado.

A seguir, concentra-se nos faróis. Aliás, isso seria de esperar, pois não há nada mais emocionante num desportivo com 2.000 cv do que… as luzes. A Blondie realça que os “risquinhos” à frente dos faróis LED, que existem numa série de modelos no mercado, fazem lembrar as pinturas de guerra dos guerreiros – outro detalhe essencial numa análise a um hiperdesportivo.

9 fotos

Quanto às baterias, a australiana não menciona dados em relação à capacidade, tipo de células, solução química, autonomia ou rapidez de recarga. Prefere, isso sim, mencionar que o pack de acumuladores surge atrás dos bancos, sem sequer questionar por que razão não se encontra sobre a plataforma, solução que os restantes fabricantes abraçam para melhorar o centro de gravidade e, com ele, o comportamento em curva. A opção do Evija até pode ser boa em termos de packaging, mas poucos benefícios trará em matéria de colocação do centro de gravidade. Mas, pelo vídeo, parece que a Blondie encarará essa opção técnica como um mero detalhe.

Para terminar, a australiana explica que o Evija tem um ou outro pormenor que a delicia. A começar por um compartimento para alojar coisas compridas – o leitor fará o favor de imaginar o quê – junto ao fecho das portas, para depois chamar a atenção para o facto de a letra T, de Lotus, se iluminar quando se engrena a marcha-atrás. Decididamente não haverá nada mais “brilhante” para destacar no desportivo mais potente do mundo…

Para terminar o vídeo, a Supercar Blondie prova que é possível um condutor “encorpado” aceder a bordo do Evija, o que revela que o Lotus é mais habitável do que seria de esperar para um coupé de dois lugares, pelo qual é necessário pagar 1,9 milhões de euros antes de impostos, segundo a marca, embora a vlogger refira que é preciso desembolsar 2,2 milhões de euros…

Para avaliar o entusiasmo que os fãs da Supercar Blondie demonstraram ao teste a uma velocidade “vertiginosa” do Evija, não perca os comentários no seu canal de YouTube.