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Novo livro de Olivier Rolin escrito parcialmente em Portugal editado esta semana

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"Peregrinação", o título escolhido pelo autor para a edição portuguesa do seu novo livro, foi escrito parcialmente em Cascais, onde esteve em residência literária no final do ano passado.

Olivier Rolin na livraria Deja Vu, em Cascais, perto do hotel viveu durante três meses, de outubro a dezembro de 2018

ANDRÉ DIAS NOBRE / OBSERVADOR

O livro que Olivier Rolin escreveu parcialmente em Cascais, onde esteve durante três meses numa residência literária, vai ser publicado esta quinta-feira em Portugal e em França. Peregrinação foi o título escolhido pelo autor para a edição portuguesa do livro, que no original em francês se chama Extérieur Monde. Trata-se de uma homenagem à literatura e à língua portuguesas, explicou a editora Sextante.

No seu novo livro, que começa e termina nos Açores, Rolin cruzou “dezenas de histórias e de viagens” num “novelo de lirismo, espanto, paixão e compaixão, amor pela literatura”, referiu a Sextante. Em entrevista ao Observador em dezembro do ano passado, quando se encontrava em Cascais — onde viveu e trabalhou durante três meses no âmbito de uma residência literária promovida pela Fundação Dom Luís I, que este ano já trouxe à vila o escritor norte-americano Michael Cunningham –, o autor explicou que a narrativa daquilo que se viria a tornar Peregrinação estava a ser construída com base nos 60 cadernos que escreveu nos últimos 30 anos.

Dentro deles há muitas histórias de pessoas, retratos que escrevi um pouco por todo o mundo. Estou a tentar fazer um retrato do mundo a partir dessas histórias, mas que seja também um retrato de mim. É mais ou menos isso que tenho estado a fazer. Não é fácil”, admitiu Olivier Rolin.

Recorrendo a uma frase de Jorge Luis Borges, Rolin descreveu o livro que estava a escrever da seguinte forma: “Um homem se propõe a tarefa de desenhar o mundo. Ao longo dos anos, povoa um espaço com imagens de províncias, de reinos, de montanhas, de baías, de naus, de ilhas, de peixes, de moradas, de instrumentos, de astros, de cavalos e de pessoas. Pouco antes de morrer, descobre que esse paciente labirinto de linhas traça a imagem de seu rosto”, citou.

Na altura, o autor francês admitiu ainda que Portugal era “provavelmente” o país de que mais falava, uma afirmação que poderá ser comprovada a partir de dia 29 de agosto, quando o livro chegar às prateleiras das livrarias portuguesas.

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