Brad Pitt deu uma entrevista à CNN, a propósito do novo filme “Ad Astra”, onde falou sobre o seu divórcio e a dependência do álcool. “Apercebi-me que estava a evitar sentimentos difíceis, sentimentos dolorosos. Simplesmente não sabia lidar com eles, [portanto] utilizava o que quer encontrasse os evitar. Podia ser qualquer coisa, medicamentos, álcool, Netflix, snacks. Qualquer coisa”, afirmou a o ator, de 55 anos, à jornalista Christiane Amanpour. “Nesta altura, não quero evitar de nada. Quero sentir tudo. Percebi que ao fazer isso, ficamos com um conhecimento mais profundo sobre nós mesmos”

Pitt casou com Angelina Jolie em 2014. Dois anos depois, a atriz pediu o divórcio em 2016, pondo fim a um relacionamento de mais de dez anos. O casal tem seis filhos.

O escândalo que envolveu Harvey Weinstein — e que esteve na origem do movimento “Me Too” — também foi abordado durante a entrevista. Nos anos 90, o ator confrontou o produtor após este ter assediado a atriz Gwyneth Paltrow, com quem na altura namorava e que, anos mais tarde, foi uma das principais fontes do New York Times.

Paltrow contou ao jornal norte-americano que esteve uma reunião com Weinstein, numa suite de um hotel em Beverly Hills, e que terminou com o produtor a “sugerir que fossem para o quarto para umas massagens”. Tudo isto aconteceu antes do início das filmagens do filme “Emma” (1996), protagonizado pela atriz. Paltrow recusou os avanços de Weinstein e contou a Brad Pitt o que se tinha passado.

A atriz adiantou, no programa de Howard Stern, que Pitt ameaçou Weinstein: “Se alguma vez voltares a fazê-la sentir-se desconfortável, mato-te.”

“Naquele momento, era como se eu fosse outra vez um miúdo de Ozarks… e era como lidávamos com as coisas. Só queria garantir as coisas não iriam passar dali, porque ela ia fazer dois filmes [com Weinstein]”, afirmou Pitt, acrescentando que a “dinâmica de homens e mulheres” de Hollywood está finalmente a ser “recalibrada de uma forma muito positiva”.