A duas semanas das eleições legislativas, tanto o PS como o PSD sobem nas intenções de voto. Segundo a última sondagem da Pitagórica para a TVI, Jornal de Notícias e TSF, os socialistas atingiriam 40,6% dos votos se os portugueses fossem hoje chamados às urnas, mais 1,4 pontos percentuais do que a sondagem de segunda-feira. Seguem-se os sociais-democratas, com 26,6% das intenções de voto. O partido de Rui Rio é o que mais sobe: consegue mais 3,3 pontos percentuais. Ainda assim, há 14 pontos a separar os dois partidos.

A recolha de informação foi feita entre terça e sexta-feira, ou seja, depois do debate televisivo de segunda-feira entre António Costa e Rui Rio.

O regresso da polémica em torno das golas antifumo, e a consequente demissão do secretário de estado da Proteção Civil, parecem ter prejudicado o atual primeiro-ministro. Quando os inquiridos são questionados sobre se as notícias ou os debates os fizeram mudar de opinião sobre os candidatos, António Costa tem classificação negativa (8,4 pontos percentuais negativos). Rui Rio segue na direção oposta: tem um saldo positivo de cerca de 18 pontos percentuais. Só Rui Rio e Catarina Martins têm nota positiva (3,8%).

Por outras palavras, 29,3% dos entrevistados consideram que Rio melhorou durante a semana, com cerca de 11% a achar o contrário (os restantes consideram que manteve a avaliação). No caso do secretário-geral do PS, cerca de 16% consideram que António Costa piorou na última semana, enquanto só 8% defendem que melhorou.

Quanto aos restantes partidos, a sondagem dá ao Bloco de Esquerda 8,8% dos votos. Ainda assim é o partido mais penalizado, ao perder 1,2 pontos percentuais. Nas intenções de voto segue-se a CDU com 6,8% (desce de 7,7%) e o CDS com 5,2% (uma ligeira queda face aos 5,6% de segunda-feira). O PAN seria a sexta força política, subindo de 3,2% para 3,6%. E o Aliança cai para 1,1%.

O número de indecisos, por sua vez, desce 5,3 pontos percentuais e é agora de 22,4%.

A grande maioria (60%) diz ainda rejeitar um governo com maioria absoluta. Só cerca de 30% consideram que é desejável.

Junto dos eleitores mais velhos é o PS que ganha vantagem, enquanto o PSD lidera nos eleitores até aos 44 anos. Os sociais-democratas também têm vantagem entre os que têm rendimentos altos.