Um patologista forense contratado pelo irmão de Jeffrey Epstein afirmou esta quarta-feira que as evidências resultantes da autópsia sugerem que Epstein não morreu por suicídio, mas pode ter sido estrangulado, avança o The New York Times.

As autoridades, incluindo o médico legista, tinham concluído que a morte de Epstein, o milionário norte-americano que aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual, foi causada por enforcamento na sua cela.

Mas o patologista, Michael Baden, disse que Epstein sofreu várias lesões “extremamente incomuns em enforcamentos suicidas e que poderiam ocorrer mais habitualmente em estrangulamentos homicidas”.

“Acho que as evidências apontam para homicídio e não suicídio”, disse Baden, que verificou a autópsia conduzida pelas autoridades nova-iorquinas.

As conclusões de Baden foram contestadas pela médica examinadora chefe da cidade de Nova Iorque, Barbara Sampson, que já tinha considerado a morte de Epstein um suicídio e reafirma essa conclusão.

Jeffrey Epstein, de 66 anos, foi encontrado morto na sua cela a 10 de agosto com marcas no pescoço e em “posição fetal” por um guarda na prisão de Nova Iorque. Na altura suspeitou-se de que o milionário norte-americano tivesse tentado o suicídio.

Epstein estava detido desde 6 de julho na Metropolitan Correction Center, em Nova Iorque, onde aguardava julgamento sobre as acusações de tráfico sexual e abuso de menores que recaiam sobre si. Esperava-se que este se realizasse entre junho e setembro de 2020, com a procuradoria a defender que o processo de devia iniciar o mais rapidamente possível devido ao interesse do público pelo caso. O magnata, sobre o qual pesavam também acusações de pornografia infantil, podia enfrentar uma pena de até 45 anos de prisão