Depois de os números de infetados em Portugal terem começado a aumentar e o Governo e autoridades de saúde terem recomendado aos portugueses que se recolhessem em casa que se tem assistido a uma onda de açambarcamento nas superfícies comerciais e lojas de alimentação, um pouco por todo o país, com as lojas online a dilatarem os prazos de entrega por não terem mãos a medir para as encomendas.

O secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, João Torres disse esta manhã no programa Direto ao Assunto, da Rádio Observador, aos portugueses que “não há razões para alarmismo” no que diz respeito aos stocks nos supermercados.

“Naquilo que diz respeito a prazos perante os quais não se verificarão roturas de stock eu chamo à atenção. Não há razoes para alarmismo. Estamos a acompanhar a situação, naturalmente, neste momento não há nenhum problema no que diz respeito à rotura de stocks e até aliás, a informação que nos fazem chegar vai justamente no sentido que houve até uma melhoria das questões que dizem respeito à reposição de produtos em prateleira, desde quinta-feira até ao dia de ontem”, afirmou o secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor.

É impossível que o país pare por completo e deixe de exercer toda a atividade”, disse João Torres quando questionado sobre o encerramento dos centros comerciais — pedido pelos funcionários, que durante o dia de domingo se manifestaram pelo fecho das superfícies.

“O país nunca poderá, naturalmente, encerrar toda a sua atividade. Vamos precisar de continuar a abastecer-nos. Mesmo nos países onde foram tomadas um conjunto de medidas mais restritivas conseguimos perceber que há um conjunto mais alargado de atividades económicas que têm de continuar a funcionar”, disse o secretário de Estado acrescentando ainda que “é necessário valorizar o trabalho destes funcionários”.

“Precisamos da confiança dos trabalhadores, que me cumpre valorizar e muito, precisamos da confiança, do empenho, da dedicação desses trabalhadores para que o país não interrompa as cadeias de abastecimento”, disse, admitindo no entanto que poderá haver novas medidas nos centros comerciais.