40 milhões de visitas, 98 milhões de visualizações de página, 14 milhões de visitantes: estas são as métricas de Março do jornal Observador de acordo com o Google Analytics, o standard internacional. E ainda na Rádio Observador mais de 2,1 milhões de downloads de podcasts por 1,2 milhões de ouvintes e 182 mil ouvintes online em direto.

Estes números, no caso do Observador, duplicam os melhores jamais registados ao longo dos praticamente seis anos de história do jornal. Já para a rádio é uma quase duplicação dos números de Janeiro e Fevereiro, que tinham sido os melhores meses de sempre de uma estação que só começou a emitir a 27 de Junho de 2019.

São resultados que refletem não só a preocupação gerada pela pandemia Covid-19, que levou a população a procurar toda a informação disponível, como premeiam o esforço da equipa do Observador, que desde a primeira hora se reorganizou para, mesmo em circunstâncias mais difíceis, não só manter como reforçar a sua cobertura informativa qualificada e diferenciada.

Foi nesse quadro que se tomou a decisão de levantar a paywall dos artigos Premium sempre que o tema era esta pandemia, pois foi entendido que, como na altura escreveu o publisher José Manuel Fernandes, “a nossa obrigação como jornalistas e como empresa é prestar um serviço público”.

Todos esses artigos passaram assim a estar disponíveis a assinantes e a não assinantes, uma decisão que permitiu que todos pudessem ler desde as notícias de última hora, que sempre mantivemos atualizadas ao minuto, aos muitos trabalhos de fundo onde fomos explicando e enquadrando esta crise, assim como aos explicadores, às entrevistas, aos fact-check ou aos ensaios – todos estes entre os artigos mais lidos do mês, fazendo a diferença nesta altura de tanta desinformação.

Esta verdadeira explosão na audiência alcançada pelo Observador não evitou o retraimento do mercado publicitário, onde uma contração sem precedentes está a afetar toda a comunicação social e pode representar perdas de receita superiores a 50%. Por isso, foi renovado o apelo à consciência cívica dos leitores, recordando-lhes que, se nestas horas mais difíceis contam com o Observador, o Observador também conta e precisa deles para a sua própria sobrevivência. Muitos têm vindo e continuam a corresponder subscrevendo a sua assinatura.

António Carrapatoso, presidente do conselho de administração, um dos fundadores e segundo maior acionista, congratulou-se com os resultados alcançados e com a concretização da visão do Observador, pois “quando imaginámos este projeto foi como um jornal generalista, de referência, verdadeiramente independente, e agora também com uma rádio e os seus podcasts, em que os portugueses confiassem e a que recorressem em todos os bons e maus momentos”.

Enalteceu ainda a importância dos assinantes e abordou a situação actual da comunicação social, realçando a importância de os anunciantes, numa altura em que o público está especialmente atento aos órgãos de informação, não suspenderem ou reduzirem drasticamente dos seus orçamentos publicitários, “pois podem ganhar se mantiveram as suas marcas e produtos no mercado, com campanhas adaptadas à situação, mostrando aos consumidores que estão presentes e atentos à evolução das suas necessidades”.