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Foi um fenómeno que a Atalanta soube transportar de uma temporada para a outra. No final da época passada, a equipa de Bérgamo fez história ao qualificar-se pela primeira vez para a Liga dos Campeões. Depois de um verão que normalmente leva a algum esquecimento, a expectativa geral — talvez aliada a uma generalização e à falta de informação — era de que tudo voltasse ao “velho normal” esta época. Ou seja, que a Atalanta caísse para o meio da tabela, que a campanha europeia não fosse assinalável e que a equipa de Gian Piero Gasperini entrasse numa fase de estagnação. Mas a temporada da Atalanta tem sido tudo menos isso.

Até à interrupção forçada, a Atalanta estava no quarto lugar da Serie A, é uma de quatro equipas que já têm presença assegurada nos quartos de final da Liga dos Campeões e marcou mais golos do que qualquer outro conjunto em Itália (70 em 25 jogos). Marcou sete vezes em três jogos e cinco noutros dois. É uma máquina de ataque bem oleada por Gasperini que sabe compensar alguma fragilidade defensiva com um sistema de três centrais que procura o espaço e pressiona alto — algo pouco usual e surpreendente em Itália. Acima de tudo isso, a Atalanta traz sempre consigo o síndrome de David que encontra o Golias. E foi assim que depois de perder os primeiros três jogos da fase de grupos da Liga dos Campeões conseguiu passar à ronda seguinte com duas vitórias e um empate, aniquilando por completo o Valencia nos oitavos de final.

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