“Alguns dos nossos futebolistas terão de ser substituídos mas isso não é nenhum tipo de desastre, é algo que faz parte do futebol pela idade e pelas circunstâncias”, admitiu Pep Guardiola na conferência de imprensa antes do jogo mais complicado e indesejado da temporada, o primeiro após deixar de ser campeão e logo a fazer a guarda de honra ao novo titular do posto, o Liverpool. As contratações cirúrgicas de Rodri, João Cancelo e Angeliño para um plantel que perdeu Kompany, Danilo ou Fabian Delph pareciam ser suficientes mas a equipa falhou num percurso mais regular na Premier, caindo com estrondo perante um conjunto de Klopp de sonho. Para o ano, o treinador espanhol, que vai perder também Sané além de David Silva (e já diz que Fernandinho e Agüero só têm mais um ano de contrato), quer mais. Pede mais. Algo que o Liverpool começou a tratar muito antes por antecipação.

30 anos depois, está feita história: Liverpool sagra-se campeão (e tem de agradecer ao Chelsea)

Como contava o Independent desta quinta-feira, o final do mercado de transferências de janeiro, altura em que o título só poderia fugir com uma grande queda na classificação, já estava a ser aproveitado por Jürgen Klopp, o diretor desportivo, Michael Edwards, e o presidente do Fenway Sports Group, Michael Gordon, para lançarem a próxima temporada. É certo que a pandemia obrigou a alguns ajustes mas o fundamental manteve-se: continuar a preparar as bases para que o Liverpool recupere uma hegemonia perdida no tempo na principal prova inglesa. Ou seja, e em paralelo, evitar aquilo que aconteceu com o Manchester City e ter uma época de falhanço.

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