Em 2021, a Renault não planeia lançar apenas o Dacia Spring Electric, a versão de produção do showcar que a marca romena apresentou em Março com a promessa de que chegará ao mercado para se posicionar como “o veículo 100% eléctrico mais acessível na Europa”. Também no próximo ano, mas com o emblema do losango, chegará um rival para o Peugeot e-2008, ou seja, um modelo do porte do Captur mas movido exclusivamente a bateria. Só que a ofensiva eléctrica da Renault não vai ficar por aqui e, em 2022, será a vez de lançar um equivalente ao Kadjar, mas a bateria. Com este trio, a oferta zero emissões do grupo francês cresce justamente nos segmentos que revelam maior apetência por parte dos consumidores europeus.

Com o Dacia Spring, a Renault vai procurar atrair clientes que querem um veículo eléctrico baratinho, mas com uma estética moderna e irreverente, e capaz de satisfazer as necessidades de locomoção em deslocações eminentemente urbanas ou interurbanas. Daí que o modelo apresentado anunciasse apenas 200 km de autonomia em WLTP.

Este é o eléctrico barato da Dacia. Chega em 2021

Ora, com o SUV do segmento B, a ambição será outra. De acordo com informações avançadas pelo site francês Caradisiac, o concorrente directo do e-2008 já tem nome e objectivos definidos: poderá chamar-se Zandar, será proposto com potências de 130 a 200 cv e disponibilizará dois packs de bateria, para oferecer autonomias entre 300 e 500 km. Recorde-se que a variante movida a bateria do Peugeot recorre a um motor de 136 cv e fixa 310 km de alcance em WLTP.

Depois do 208, o 2008. SUV terá variante eléctrica

Sabe-se ainda que o primeiro SUV eléctrico com emblema Renault vai assentar na nova plataforma CMF-EV, sendo de esperar, julgamos nós, que o comprimento exceda ligeiramente a bitola do Captur (4,20 metros), pois a Peugeot também aproveitou a nova geração do 2008 para o fazer crescer (4,30 metros, mais 14 cm). A Renault tem a vantagem de trabalhar com uma arquitectura especificamente projectada para alojar baterias, ou seja, o novo Zandar – a ser mesmo esta a designação comercial – não será um Captur electrificado, o que garante, à partida, mais espaço a bordo. De resto, é de esperar uma imagem inspirada no concept Morphoz (sem a capacidade de esticar e de encolher) e linhas com preocupações aerodinâmicas, para não prejudicar a autonomia. A publicação da Caradisiac refere que, por isso, a altura ao solo será inferior àquilo que habitualmente se encontra nos SUV com motores a combustão.

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Em 2022, será a vez de chegar o “irmão” eléctrico do Kadjar, acerca do qual ainda nada se sabe. Mas dentro de poucos dias, a 15 de Julho, será revelado o Nissan Ariya que lhe vai servir de base, pelo que será então possível ficar com uma ideia do que esperar do C-SUV a bateria da Renault.

Também já se fala que, lá mais a frente, surgirá um SUV eléctrico com lugar para sete ocupantes. Até lá, a Renault parece confortável com as metas ambientais a atingir. Se na China se virou exclusivamente para a venda de veículos eléctricos, na Europa tem no Zoe um importante contribuidor para não incorrer em multas por exceder a média de emissões de CO2 em 2020. “Graças à excelente performance comercial dos seus modelos 100% eléctricos e com a chegada, a breve prazo, da inovadora tecnologia híbrida E-Tech nos novos modelos Clio Hybrid, Captur Plug-In Hybrid e Mégane Sport Tourer Plug-In Hybrid, o Grupo Renault está numa posição confortável para atingir os objectivos relacionados com a norma C.A.F.E.”, informou a marca.

Em Maio, as vendas do Zoe aumentaram 56% face ao mês homólogo de 2019 e, em Junho, o utilitário voltou a bater novo recorde na Europa, com 11.158 novas encomendas.