Desde 2013 que a BMW comercializa o eléctrico i3, da mesma forma que a Volkswagen transacciona o e-Golf desde 2015 (em 2012 iniciou a comercialização do Blue e-Motion na Califórnia), sendo estes os primeiros eléctricos de ambos os fabricantes alemães. Mas isto era antes, uma vez que a VW vai iniciar em Setembro a comercialização do novo ID.3, a que se seguirão muitos outros ID, enquanto a BMW se prepara para lançar o seu primeiro da nova vaga, o iX3, no princípio de 2021. Apesar destas novidades, a realidade é que a produção dos antigos modelos a bateria não está a diminuir, mas sim a aumentar.

Na fabricação de automóveis, as regras do mercado são simples e similares a qualquer outro produto, o que significa que é o cliente quem decide. Enquanto haja quem queira comprar, o papel das marcas é produzir. Tanto mais que o Governo alemão não só está a oferecer 9000€ de incentivos a quem adquira um veículo eléctrico, como ainda reduz o IVA de 19% para 16%, tornando este tipo de veículos substancialmente mais apetecíveis.

O VW e-Golf é hoje apenas produzido na fábrica transparente de Dresden, de onde ainda saem 74 unidades por dia, ou seja, um pouco mais do que 1900 carros por mês. Nada mau para um modelo cuja produção já deveria ter terminado há muito, algures no início de 2020, quando era esperado o arranque das entregas do ID.3. Mas face à necessidade de acompanhar a crescente procura por veículos eléctricos por essa Europa fora, com destaque para a Alemanha, a VW decidiu puxar um pouco mais pelos limites de Dresden, prevendo elevar o ritmo de fabricação para 80/dia, ou seja, ligeiramente mais do que 2000 unidades/mês.

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Na BMW, o i3 tem manifestado um comportamento similar, pois a ausência de alternativas na gama da marca germânica, pelo menos de momento, leva os concessionários a concentrarem-se no que têm disponível. Daí que, depois de produzir 114 unidades/dia na sua fábrica de Leipzig, a BMW vai aumentar o volume de produção diária para 130 veículos, o que equivale a cerca de 3300 i3 por mês.