Sérgio Conceição confessou, na conferência de imprensa após o jogo, sair deste clássico “desiludido”, a achar que o FC Porto merecia “mais que o empate” e que este resultado não é uma “vitória moral” após a derrota com o Marítimo da passada jornada. Ao contrário do Sporting, que ficou “contente” – de acordo com o técnico azul e branco – por segurar o empate, o resultado não deixou os portistas agradados. E o treinador assume que há muito para melhorar: “Temos que fazer mais para conseguir ganhar os jogos, porque somos campeões nacionais, mas isso faz parte do passado. Houve um comportamento geral que não foi mau, grande parte do jogo correu bem, mas houve momentos que não gostei, mas isso também faz parte daquilo que é o turbilhão que se vive num clássico”.

Pepe, um capitão em formato Benjamin Button que não consegue fazer tudo por todos (a crónica do Sporting-FC Porto)

“Viemos de um jogo muito intenso, muito competitivo. O Sporting entrou bem, nós reagimos bem. Podíamos ter feito mais que dois golos na primeira parte”, afirma Sérgio Conceição. Pelo contrário, na segunda parte, apesar de a equipa estar “alertada para a entrada forte do Sporting” e ter deixado os adversários “dominar de forma consentida”, Sérgio Conceição anotou que algo não correu de feição à equipa azul e branca: “Nos primeiros 20 minutos que sucederam ao intervalo a transição defesa-ataque não correu bem e houve perdas de bola a sair para o ataque que não são normais”, para além de ter havido “falta de concentração e agressividade, principalmente nos momentos sem bola”.

A partida, aparentemente “controlada”, acabou por ter um desfecho menos positivo. “Sofremos aquele golo [de Vietto aos 87 minutos que ditou o empate] fruto de passividade da nossa parte”, afirmou Sérgio Conceição. A culpa? Das substituições. “Eu vinha aquele onze inicial e precisei de o refrescar e viu-se imediatamente a diferença, independentemente dos jogadores terem qualidade”, afirma o treinador portista, depois de, aos 76 minutos, ter trocado Otávio e Manafá por Romário Baró e Nanu.

Sérgio Conceição não especificou, porém, com que jogadores estava “desiludido”: “Somos uma equipa. Não há tu, há nós. Não estou desiludido com nenhum jogador, mas com a equipa. Assumo o empate, que não nos deixa contentes”. Todavia, o técnico considera as caras novas que chegaram esta época, como Zaidu ou Nanu, que ainda não estão completamente adaptados à maneira de jogar portista – “Não é fácil perceber o que é o FC Porto. Somos rigorosos, exigentes e gostamos de tirar os jogadores da sua zona de conforto” – e espera que brevemente, num tempo de adaptação que Sérgio Conceição espera que seja “curto”, se veja a “grande qualidade e diferença” dos jogadores que recentemente chegaram ao Estádio do Dragão.

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