(Artigo em atualização)

Um padre ortodoxo, de 52 anos, ficou gravemente ferido depois de ter sido baleado à frente da igreja, esta tarde de sábado, onde presta serviço pastoral em Lyon, França. O autor do crime fugiu de seguida, avança o jornal francês o Le Monde.

A polícia está no local a apelar aos moradores que evitem a zona de Jean Macé. O padre, de nacionalidade grega, foi baleado à porta da igreja quando se preparava para fechar a porta. O atacante terá sido um homem sozinho.

O Le Figaro acrescenta que o padre, de 52 anos, foi atingido no abdómen. Tem 3 filhos. O jornal escreve que não foi ainda estabelecida nenhuma relação a terrorismo.

O Le Monde acrescenta que o ataque aconteceu pelas 16h00 locais (15h00 em Portugal continental) e que o atacante terá disparado duas vezes sobre o padre.

O primeiro-ministro francês, Jean Castex, já reagiu, na cidade de Saint-Etienne-du-Rouvray, onde se encontrava para prestar uma homenagem ao padre Jacques Hamel, assassinado em 2016 num atentado terrorista. Castex disse que ainda não tinha “informações específicas sobre as circunstâncias” do que aconteceu em Lyon, mas assegurou que o governo de tudo fará para garantir que cada um possa praticar “o seu culto em total segurança e em total liberdade”.

O ministro do Interior, Gérald Darmanin, anunciou no Twitter que já estabeleceu uma “unidade de crise” para acompanhar o caso, que inclui Emmanuel Macron e Jean Castex.

Este crime acontece dois dias depois de três atentados contra França. Na manhã de quinta-feira, um homem degolou uma mulher e matou duas outras pessoas, na Basílica de Notre-Dame, em Nice. O autor do ataque foi identificado como Brahim Aoussaoui, um jovem de 21 anos natural da Tunísia. O ataque foi rapidamente apelidado como um “atentado terrorista”.

Horas depois, em Avignon, um outro homem tentou atacar com uma arma várias pessoas na rua, mas foi abatido a tiro pela polícia. No mesmo dia, na Arábia Saudita, um guarda do consulado francês de Jidá foi atacado com uma “ferramenta afiada”. O agressor foi detido; o guarda, funcionário de uma empresa de segurança, ficou ferido e foi transportado para o hospital, mas não correu risco de vida.

Após o ataque de Nice, o presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou o reforço de 3.000 para 7.000 militares na chamada Operação Sentinela, que se dedica a combater o terrorismo.

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