O secretário-geral da ONU, António Guterres, assegurou esta sexta-feira que confia nas instituições dos Estados Unidos e não está preocupado pelo turbulento período pós-eleitoral no país, onde o Presidente Donald Trump não reconheceu a sua derrota.

“Confiamos em que as instituições norte-americanas resolverão todos os problemas pendentes e não estamos preocupados com isso”, assegurou Guterres ao ser questionado em conferência de imprensa sobre a situação no país, onde as Nações Unidas possuem a sede central.

Após a sua anunciada derrota nas eleições de 3 de novembro, Trump está a tentar reverter os resultados, primeiro através dos tribunais e agora também através de pressões sobre os seus aliados em estados decisivos.

A poucos dias de terminarem os prazos de cada estado para certificar o vencedor do escrutínio, e perante os reduzidos resultados da sua estratégia legal destinada a denunciar alegadas fraudes, Trump e a sua equipa estão a optar por outra estratégia.

Na quinta-feira, Trump convidou os líderes republicanos do Congresso do estado do Michigan, controlado pelo seu partido, para uma reunião agendada para esta sexta-feira na Casa Branca, com o aparente objetivo de pedir a sua cooperação para alterar o resultado neste estado decisivo, onde a vitória foi atribuída a Biden com uma vantagem de 157.000 votos.

Alguns aliados do ainda inquilino da Casa Branca convenceram Trump a persuadir os Congressos estatais controlados por republicanos nos estados onde contesta os resultados, para que ignorem a votação e intervenham para conceder a Trump os delegados do seu território para o Colégio Eleitoral.

O Colégio Eleitoral é um órgão integrado por 538 delegados eleitos pelos estados em função da sua população. O candidato presidencial vencedor em cada estado, mesmo que seja por um único voto, garante todos os representantes, com exceção do Nebrasca e Maine, e quem garantir 270 — um número que Biden terá superado — vence as eleições.