O segundo dia de campanha eleitoral das presidenciais vai centrar-se nas zonas centro e sul do país com os candidatos a protagonizar iniciativas dedicadas a temas como os direitos laborais, o ambiente ou o ensino superior.

Ana Gomes vai visitar, de manhã, o Centro de Saúde de Algueirão-Mem Martins, em Sintra, e ao final da tarde participa num debate online com estudantes de medicina.

A candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda, Marisa Matias, terá três ações de campanha.

Na primeira, de manhã, encontra-se com uma cuidadora informal em Almada, à tarde irá, acompanhada por ambientalistas, fazer uma visita em Abrantes sobre os problemas do rio Tejo, e encerra o dia com um comício sobre alterações climáticas, com início marcado para as 21h00, e que vai decorrer na Estufa Fria, em Lisboa.

João Ferreira, o candidato apoiado pelo PCP e pelo PEV, estará de manhã em Santiago do Cacém, onde participa numa sessão pública.

À tarde e à noite estará em Lisboa. O candidato presidencial participa numa sessão sobre o “direito ao trabalho” na Casa do Alentejo, e às 21h00 marca presença na iniciativa “Um horizonte de Esperança para a Cultura”, em Campo de Ourique.

Depois de ter estado em Peniche no domingo, no segundo dia de campanha Vitorino Silva irá dar sangue, de manhã, no Hospital São João, no Porto.

André Ventura estará a sul, no Algarve, onde vai contactar a partir das 14:00 com pescadores e mariscadores, fazendo depois um comício num coreto em Faro. Esta última iniciativa vai substituir uma arruada pela baixa da cidade, inicialmente prevista na agenda no candidato.

Apesar de no primeiro dia de campanha oficial não ter participado em iniciativas públicas, o candidato apoiado pela Iniciativa Liberal, Tiago Mayan Gonçalves, vai estar à tarde no Campo Pequeno, em Lisboa, juntamente com o líder do partido, João Cotrim Figueiredo.

Nesta iniciativa, que dá o pontapé de saída da campanha do candidato liberal, será apresentado um novo cartaz.

O atual Presidente da República e candidato a um segundo mandato em Belém, Marcelo Rebelo de Sousa, disse que não tem ações de campanha previstas até dia 18, por estar em vigilância depois de ter tido um contacto com um elemento da sua Casa Civil infetado com o novo coronavírus.

As normas e restrições devido à pandemia de Covid-19 estão a levar as candidaturas a alterar os planos de campanha com frequência.

As eleições presidenciais, que se realizam em plena epidemia de Covid-19 em Portugal, estão marcadas para 24 de janeiro e esta é a 10.ª vez que os portugueses são chamados a escolher o Presidente da República em democracia, desde 1976.

A campanha eleitoral decorre entre 10 e 22 de janeiro, com o país a viver sob medidas restritivas devido à epidemia. Concorrem às eleições sete candidatos, Marisa Matias (apoiada pelo Bloco de Esquerda), Marcelo Rebelo de Sousa (PSD e CDS/PP) Tiago Mayan Gonçalves (Iniciativa Liberal), André Ventura (Chega), Vitorino Silva, mais conhecido por Tino de Rans, João Ferreira (PCP e PEV) e a militante do PS Ana Gomes (PAN e Livre).