Cinco casos da variante sul-africana, 10 casos da variante de Manaus, 15 casos de outra variante brasileira e 749 casos da variante britânica. É o resultado das contas feitas até ao final de fevereiro com os 4.346 genomas sequenciados desde o início da pandemia. Se pensarmos nos vírus como garrafas, com mensagens, atiradas ao mar, o que o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (Insa) fez foi abrir algumas das garrafas que foi encontrando ao longo deste último ano e ler as mensagens escritas (os genomas do coronavírus).

As mensagens eram semelhantes, mas continham palavras (genes) modificadas: umas que faziam com que o vírus se transmitisse mais, outras permitiam escapar-se aos anticorpos neutralizantes, outras ainda faziam com que se ligasse com mais facilidade às nossas células. Doug (D614G), Nelly (N501Y), Erik ou Eeek (E484K) ou Laser (L452R), são algumas das mutações que surgiram de forma independente, criando combinações diferentes, nas variantes que agora mais nos preocupam.

Há uma variante nova, prima da californiana, a crescer em Portugal. Como foi descoberta e que perigos representa?

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