O Padrão dos Descobrimentos já voltou ao seu estado normal. Uma equipa especializada em limpeza de monumentos removeu totalmente o grafitti na noite desta segunda-feira, 9 de agosto.

“A melhor resposta que se pode dar a quem vandaliza o património é a limpeza imediata”, escreveu Fernando Medina na sua página de Twitter, no final das limpezas ao monumento.

A Câmara Municipal de Lisboa, lamentou o incidente: “Todos os atos de vandalismo contra o património coletivo da cidade são inaceitáveis”, pode ler-se na página de Facebook da autarquia.

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O Presidente da Sociedade Histórica da Independência de Portugal afirma não compreender o porquê de ser tão difícil identificar quem pratica atos de vandalismo contra monumentos. Ribeiro e Castro, que falou esta terça-feira de manhã na rádio observador, vincou a necessidade de multas mais pesadas para casos como este.

Padrão dos Descobrimentos. “Democracia tem que permitir atos de vandalismo” ou quem vandaliza quer “suprimir a vontade dos outros”?

A limpeza sucedeu algumas horas depois de a Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC), empresa municipal de Lisboa, ter afirmado que a autarquia já tinha contactado uma empresa especializada que deveria ter começado a remover a mensagem inscrita no monumento na segunda-feira de manhã, mas que tal acabou por não acontecer devido a um contacto da Polícia Judiciária, que manifestou intenção de enviar uma equipa para investigar o local.

Polícia Judiciária está a investigar graffiti no Padrão dos Descobrimentos

O Padrão dos Descobrimentos foi vandalizado no domingo com um graffiti com cerca de 20 metros e escrito em inglês. Na mensagem lia-se, em inglês, “Blindly sailing for monney [sic], humanity is drowning in a scarllet [sic] sea lia [sic]”, o que, numa tradução livre, pode ser lido em português como “Velejando cegamente por dinheiro, a humanidade afunda-se num mar escarlate”. Até à data ainda não há qualquer suspeito identificado.

Artigo atualizado às 10:35 do dia 10/08/2021