A embaixada de Portugal na Guiné-Bissau entregou, esta quarta-feira, às autoridades sanitárias guineenses, 76 mil doses de vacinas da AstraZeneca, que, para a coordenadora do combate à Covid-19, ajuda o país a “reforçar o arsenal de vacinas”.

Ao receber as vacinas das mãos do embaixador português em Bissau, Magda Robalo, a alta comissária contra a Covid-19, disse que a Guiné-Bissau já somou cerca de meio milhão de vacinas recebidas.

No total, Portugal ofereceu à Guiné-Bissau 100 mil doses de vacinas, das quais 24 mil doses em julho e esta quarta-feira 76 mil.

A responsável do Alto Comissariado para a Covid-19 na Guiné-Bissau agradeceu os apoios das autoridades portuguesas.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

“Quero transmitir ao Governo português através do embaixador, em nome da Guiné-Bissau, os nossos profundos agradecimentos por esta solidariedade e pela amizade que une o povo português ao povo guineense”, assegurou Robalo.

A médica anunciou ainda que até final do mês, o país vai receber mais 200 mil doses de vacinas da fabricante chinesa Sinopharm, lembrando que a Alemanha e a Suécia também ofereceram vacinas à Guiné-Bissau.

“Com esta ajuda portuguesa e de outros parceiros, o país está a reforçar o seu arsenal de vacinas”, sublinhou Magda Robalo.

O embaixador de Portugal na Guiné-Bissau, José Luís Caroço disse que o seu país está em todas as iniciativas multilaterais no que toca às doações de vacinas, quer no âmbito da União Europeia, das Nações Unidas, como de outras organizações internacionais.

“No caso específico da Guiné-Bissau esta é uma contribuição bilateral portuguesa que se enquadra no programa de apoio aos países da África lusófona e Timor-Leste no qual houve um compromisso assumido pelo Governo português de conceder 5% das vacinas do mecanismo comum da União Europeia”, notou o diplomata.

Para José Luís Caroço “o vírus não conhece as fronteiras e barreiras”, daí que “as respostas e a solidariedade têm que ser sem barreiras e sem fronteiras”.

O embaixador de Portugal na Guiné-Bissau aproveitou a ocasião para apelar o Alto comissariado no sentido de reforçar a sensibilização das pessoas para se irem vacinar “com o propósito de travar a pandemia” no país.