762kWh poupados com a
i

A opção Dark Mode permite-lhe poupar até 30% de bateria.

Reduza a sua pegada ecológica.
Saiba mais

Aliança Luso-Britânica celebrada com solenidade e pompa militar em Londres

Este artigo tem mais de 6 meses

Entre os vários momentos da celebração da Aliança Luso-Britânica, o Rei Carlos III e Marcelo Rebelo de Sousa observaram o Tratado de Londres de 1373, que formalizou a amizade entre os países.

GettyImages-1258705576
i

O evento desta quinta-feira foi o culminar do programa de atividades da Portugal-UK 650, uma iniciativa não oficial sem fins lucrativos que organizou as celebrações dos 650 anos da Aliança Luso-Britânica

POOL/AFP via Getty Images

O evento desta quinta-feira foi o culminar do programa de atividades da Portugal-UK 650, uma iniciativa não oficial sem fins lucrativos que organizou as celebrações dos 650 anos da Aliança Luso-Britânica

POOL/AFP via Getty Images

O 650.º aniversário da Aliança Luso-Britânica foi celebrado esta quinta-feira com solenidade em Londres pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e pelo rei britânico, Carlos III, numa cerimónia religiosa e com pompa militar.

O serviço religioso anglicano de Ação de Graças [Thanksgiving] decorreu na Capela da Rainha [Queen’s Chapel], que foi frequentada pela rainha Catarina de Bragança (1638-1705) durante o casamento com o rei inglês Carlos II.

O brasão da rainha Catarina, unido ao de Carlos I, em talha, ainda permanece de forma destacada por cima do altar e na galeria, representando os laços próximos entre a família real britânica e Portugal. No exterior estavam formados dois destacamentos militares e uma banda, incluindo um grupo montado regimento de “Household Cavalry” e um grupo apeado de “Welsh Guards of the Household Division”.

O Rei britânico e o Presidente português chegaram juntos de automóvel do Palácio de Buckingham, onde passaram em revista uma Guarda de Honra militar, e atravessaram a porta da Capela ladeada de alas militares dos dois países.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

A entrada na Capela foi anunciada por quatro trompetistas oficiais, fazendo levantar a assistência de cerca de 100 pessoas.

Presentes estavam os ministros dos Negócios Estrangeiros de Portugal e do Reino Unido, João Gomes Cravinho e James Cleverly, e o chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas de Portugal, general Nunes da Fonseca. Entre os convidados estavam o embaixador do Reino Unido em Portugal, Christopher Sainty, a embaixadora de Portugal na UNESCO, Rosa Batoréu, bem como os duques de Bragança e de Wellington.

A cerimónia incluiu leituras em inglês e português e um programa com música de autores ingleses e portugueses, com peças de William Byrd, Thomas Tomkins, Vicente Lusitano, Diogo Dias Melgás e Manuel Rodrigues Coelho.

As composições vocais foram interpretadas pelo Coro do Queen’s College da Universidade de Oxford e o Coro da Capela Royal [Chapel Royal].

Portugal é o mais antigo aliado de Inglaterra?

O evento desta quinta-feira foi o culminar do programa de atividades da Portugal-UK 650, uma iniciativa não oficial sem fins lucrativos que organizou as celebrações dos 650 anos da Aliança Luso-Britânica, que teve o patrocínio dos dois chefes de Estado.

Num breve discurso, a presidente da Portugal-UK 650, Maria João Rodrigues de Araújo, afirmou que o objetivo foi “celebrar e promover a história comum” e “escrever novos capítulos de cooperação”.

“Acredito sinceramente que cumprimos todos os objetivos a que nos propusemos. Estabelecemos projetos e colaborações de longo prazo que irão cimentar os laços de amizade entre os cidadãos de ambas as nossas Nações, assegurando que a Aliança Anglo-Portuguesa, a mais antiga Aliança ainda em existência, continue a prosperar“, vincou.

À saída, o Rei e o Presidente observaram o original do Tratado de Londres de 1373, que normalmente está guardado no Arquivo Nacional britânico, e cumprimentaram algumas das pessoas que estiveram envolvidas nas celebrações.

Marcelo Rebelo de Sousa condecorou Rei Carlos III em Londres, durante celebração da Aliança Luso-Britânica

Antes de partirem, Carlos III e Marcelo Rebelo de Sousa trocaram umas palavras com Alexandre, de 13 anos, um lusodescendente membro do Coro da Capela Royal.

“Perguntei se tinha gostado da peça [de Vicente Lusitano] e ele disse que sim”, contou o jovem à Agência Lusa, que confiou que os pais e toda família na Madeira estavam bastante entusiasmados por ele poder falar com o rei e o Presidente.

O diretor do Coro da Chapel Royal, Joseph McHardy, salientou a ajuda que Alexandre deu para aperfeiçoar a pronúncia do hino nacional português, que foi interpretado, juntamente com o hino nacional do Reino Unido no final da cerimónia.

O Tratado de Paz, Amizade e Aliança assinado em 16 de junho de 1373 por Eduardo III de Inglaterra e o rei Fernando I de Portugal formaliza a aproximação dos dois países proporcionada pelo Tratado de Tagilde, celebrado entre o Rei Fernando I e os emissários do Duque de Lencastre, João de Gante, filho de Eduardo III.

Além de uma declaração de “amizade verdadeira, fiel, constante, mútua e perpétua”, o texto determina que nenhuma das partes deve fazer amizade ou favorecer e ajudar inimigos ou rivais e deve ajudar os aliados se algum dos territórios de qualquer um dos reis for invadido.

A aliança foi renovada no Tratado de Windsor de 1386 e por vários outros tratados ao longo dos séculos.

Ofereça este artigo a um amigo

Enquanto assinante, tem para partilhar este mês.

A enviar artigo...

Artigo oferecido com sucesso

Ainda tem para partilhar este mês.

O seu amigo vai receber, nos próximos minutos, um e-mail com uma ligação para ler este artigo gratuitamente.

Ofereça artigos por mês ao ser assinante do Observador

Partilhe os seus artigos preferidos com os seus amigos.
Quem recebe só precisa de iniciar a sessão na conta Observador e poderá ler o artigo, mesmo que não seja assinante.

Este artigo foi-lhe oferecido pelo nosso assinante . Assine o Observador hoje, e tenha acesso ilimitado a todo o nosso conteúdo. Veja aqui as suas opções.

Atingiu o limite de artigos que pode oferecer

Já ofereceu artigos este mês.
A partir de 1 de poderá oferecer mais artigos aos seus amigos.

Aconteceu um erro

Por favor tente mais tarde.

Atenção

Para ler este artigo grátis, registe-se gratuitamente no Observador com o mesmo email com o qual recebeu esta oferta.

Caso já tenha uma conta, faça login aqui.