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A descida das notas altas era esperada, mas acabou por não ser muito acentuada. Em vez de quatro cursos com médias acima de 19 valores como em 2020, houve quatro

TIAGO COUTO/OBSERVADOR

A descida das notas altas era esperada, mas acabou por não ser muito acentuada. Em vez de quatro cursos com médias acima de 19 valores como em 2020, houve quatro

TIAGO COUTO/OBSERVADOR

A nota mais alta foi para Engenharia Aeroespacial. Em Medicina, no Abel Salazar, todos os alunos entraram com mais de 19 valores

Curso do Técnico volta a ter a nota mais alta e o último dos 124 alunos colocados tem uma média de 190,5 pontos. Medicina sobe e, no Porto, 155 alunos entram com mais de 19 valores.

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Veja aqui se entrou no ensino superior

As médias não são tão altas como as do ano passado, mas ainda são melhores do que em 2019. Em dois cursos superiores todos os 279 alunos entraram com médias acima de 19 valores. As notas mais altas foram em Engenharia Aeroespacial do Instituto Superior Técnico, onde o último estudante a ser colocado neste curso — que tinha 124 vagas disponíveis, todas preenchidas — entrou com uma média de 190,5 pontos. Um valor inferior ao do ano anterior, quando a nota mais alta foi de 191,3 em três cursos, o de Aeroespacial incluído. A segunda nota mais alta em 2021 foi para um curso de Medicina, o do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, no Porto. A diferença para o curso do Técnico é de duas décimas e fica nos 190,3.

A descida das notas altas era esperada, mas acabou por não ser muito acentuada. Em vez de quatro cursos com médias acima de 19 valores como em 2020, houve dois. Acima de 18 valores, a diferença é quase nula: desce de 27 para 26 formações superiores. Os cursos são os habituais: formação de Engenharia e Medicina e o curso de Línguas e Relações Internacionais da Faculdade de Letras do Porto.

À exceção de Engenharia e Gestão Industrial, do Instituto Politécnico do Porto (181,4 pontos), todos são ministrados em universidades.

Em 2020, ano em que as regras dos exames nacionais se adaptaram à pandemia, houve uma subida generalizada das médias.

Nesse ano, em quatro cursos de Engenharia a média de entrada dos seus quase 400 alunos (382) ficou acima de 19 valores. O empate, no topo, foi a três. A média de 19,13 valores foi igual para os últimos colocados de Engenharia e Gestão Industrial (Faculdade de Engenharia do Porto), de Engenharia Aeroespacial e de Engenharia Física Tecnológica (ambos do Instituto Superior Técnico). À lista somava-se o curso de Bioengenharia da Faculdade de Engenharia do Porto, onde a nota mais baixa de entrada foi de 19,1 valores.

Para evitar um cenário igual ao do ano passado, o Instituto de Avaliação Educativa tentou tornar mais difícil os alunos alcançarem médias tão altas nos exames nacionais, aumentando o número de perguntas obrigatórias. Conseguiu. Só 4.645 estudantes conseguiram ter as duas notas mais elevadas, 19 e 20 valores, quando, no ano anterior, tinham sido 15.550.

Mesmo em relação a 2019 — a última vez que as provas foram feitas com as regras habituais — o número foi mais pequeno. Nessa altura, 8.486 alunos tiveram as duas notas máximas (2.557 conseguiram 20 valores e 5.929 tiraram 19).

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A mudança de regras não impediu que o número de candidatos fosse um dos mais elevados dos últimos anos, com 64.004 candidatos, depois de excluídos os que não cumpriam os requisitos. Também o número absoluto de colocados bateu recordes de 30 anos e, depois de 2021, é segundo valor mais alto desde 1989. O mesmo não pode ser dito se olharmos para a percentagem de colocados: só 77% dos alunos que tentaram entrar conseguiram, o valor mais baixo desde 2001 (quando 76,5% dos candidatos ingressaram no ensino superior).

Numa corrida de centésimas, três formações de Medicina sobem a média

No ano em que a primeira faculdade de Medicina privada abre no país, três formações de médicos do ensino público veem as suas médias subir. Com um aumento de 0,5 (de 189,8 pontos para 190,3), o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto continua a ser a formação de médicos com média de entrada mais alta.

Na Faculdade de Medicina de Lisboa a subida é de 0,2, subindo para 183,5 pontos. Por último, o Ciclo Básico de Medicina da Universidade dos Açores (que é finalizado numa das faculdades do continente) aumenta a média 0,3 pontos para 182,8.

Na Faculdade de Medicina do Porto, a nota do último classificado desce de 188,5 para 188,2 pontos, e na de Coimbra a quebra é de 185,8 para 185,2 pontos. Os restantes cursos ficam exatamente iguais ao ano anterior.

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Em Engenharias, acontece o oposto e os quatro cursos com melhores notas sofrem uma queda em relação ao ano anterior. À exceção de Engenharia Aeroespacial, que desce 0,8 pontos, mas mantém o primeiro lugar, os restantes descem na tabela.

Engenharia e Gestão Industrial desce 1,5 pontos e a nota do último a entrar na Faculdade de Engenharia do Porto passa a ser de 189,8 ao invés dos 191,3 do ano anterior. No curso de Engenharia Física Tecnológica, do Técnico, a queda é de 1,8, passando dos mesmos 191,3 pontos para 189,5. O curso de Bioengenharia da Universidade do Porto é o que tem a maior quebra, passando de 191 pontos para 187,5.

Já em relação às notas do último colocado em 2019, os quatro cursos assistiram a uma subida.

Abaixo de 10 valores? 7 cursos, menos 6 do que no ano anterior

É uma diminuição em relação ao ano passado. Em 2021, há apenas 7 cursos onde o último aluno a entrar teve uma média abaixo de 10 valores. No acesso a um curso superior não pode haver negativas e nenhum aluno pode entrar com nota inferior a 95 pontos (média de nove e meio).

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Em 2020, a subida das médias levou à redução do número de cursos em que se entrou com nota abaixo de 10 valores, mas houve, apesar de tudo, 13 cursos com alunos nessa situação, todos ministrados em politécnicos. Em 2019, tinham sido 26 — 21 cursos ministrados em politécnicos e 5 em universidades.

Este ano, a lista destes cursos — 2 do Politécnico de Bragança, 2 do de Viana do Castelo, 2 da Universidade de Évora e 1 do Politécnico de Santarém — não apresenta formações tão distintas como é habitual. Três são de Gestão, dois de Agronomia, um de Engenharia Informática e um de Enologia (neste último, o único colocado entrou através dos contingentes especiais e não através do concurso nacional).

Os resultados da 1.ª fase do concurso nacional de acesso foram divulgados às 00h01 de domingo, 26 de setembro, no site da Direção-Geral do Ensino Superior, embora seja habitual, algumas horas antes, os estudantes receberem mensagens, ou por SMS ou por correio eletrónico, com o anúncio da instituição e do curso em que ficaram colocados.

Também pode consultar a tabela que o Observador disponibiliza, confirmando qual foi a média do último aluno a ser colocado em cada curso. Se não entrou, saiba que decorre de 27 de setembro a 8 de outubro a 2.ª fase do concurso, estando disponíveis 6.393 vagas.

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