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A poucos dias de ir de férias, António Ramalho até chegou mais cedo que o marcado. Um final de tarde especialmente ventoso obrigou a mudanças logísticas que atrasaram o início da entrevista, mas não perturbaram o gestor, que se manteve focado nas respostas, mesmo enquanto o cenário ameaçava levantar voo. Para começo de conversa, vieram dois gins, preparados à moda que renovou o tradicional gin tónico. António Ramalho foi gestor público e privado, passou pelo setor financeiro, pelos transportes e infraestruturas, mas define-se como um filho da banca, setor ao qual voltou há dois anos, quando assumiu presidência do Novo Banco. A banca foi o tema dominante, mas também se falou de bicicletas e de Camilo Castelo Branco.

Enquanto homem da banca não foge às perguntas difíceis e reflexões “duras” para um fim de tarde de verão. Apesar de o sigilo ser um valor fundamental na ética bancária, admite que se justifica, em casos excecionais, divulgar os créditos dos grandes devedores que deixaram de pagar. Defende que a banca tem de reconquistar a reputação e a confiança dos clientes e admite preocupação com a “expansão territorial” dos bancos espanhóis.

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