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O site de pornografia infantil foi criado em novembro de 2015 e chegou a ter 29 pedófilos a produzir fotos e vídeos

Getty Images/iStockphoto

O site de pornografia infantil foi criado em novembro de 2015 e chegou a ter 29 pedófilos a produzir fotos e vídeos

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Como a PJ apanhou em Águeda um dos maiores predadores sexuais de crianças do mundo /premium

AVISO

Este artigo contém linguagem e descrições que podem ferir a sensibilidade dos leitores

Um email .pt, fotos no Facebook, peças de roupa e as letras de uma matrícula. Os bastidores da investigação mundial que permitiu à PJ apanhar em Águeda o cérebro de uma rede de pornografia infantil.

    Índice

“O site foi criado porque penso que tenho os mesmos direitos em amar bebés e crianças, falar sobre isso e partilhar pornografia infantil deles. A maioria dos outros sites têm pessoas hipócritas que nos julgam, mas nós somos livres. Este site era um sonho para mim mas agora tornou-se real para nós”.

O Baby Heart não era só mais um site de pornografia infantil na darknet. Era diferente. Ali, as vítimas que apareciam nos vídeos e imagens de abuso sexual eram bebés e toddlers, crianças que estão a aprender a andar. O criador da página, sob a identidade de Twinkle, ia produzindo conteúdos e gerindo aqueles que eram partilhados pelos utilizadores — e que tinham de obedecer a regras. Por exemplo, Twinkle dizia não admitir vídeos de tortura ou qualquer tipo de agressão — embora tivesse combinado encontros entre adultos e crianças em que planeava atos violentos. O Baby Heart tinha até uma detalhe perturbador: uma área onde Twinkle disponibilizava aquilo que dizia serem conselhos para praticar atos sexuais com crianças sem as magoar.

O criador da página de pornografia pornografia infantil procurava prestígio e reconhecimento entre os outros pedófilos, além, claro, da satisfação sexual, explica ao Observador fonte da PJ. Demonstrava que tinha acesso a muitas crianças — o que viria a confirmar-se — e publicava até fotografias de armas que dizia ter na sua posse. Para dar mais relevo ao site, criava utilizadores com identidades fictícias. Agata, uma pedowoman e mãe de uma das vítimas, ou Prince, um polícia de trânsito polaco, são alguns exemplos.

O objetivo era que o Baby Heart fosse quase uma espécie de clube exclusivo: quem não produzia conteúdos há muito tempo era expulso — até por precaução, para o caso de se tratar de um polícia disfarçado. Em contrapartida, quem produzia vídeos e fotos era recompensado. Sempre que alguém novo se inscrevia, Twinkle atribuía-lhe uma estrela vazia que ia sendo preenchida à medida que partilhava conteúdos de abusos sexuais de crianças. Quando a estrela ficava totalmente preenchida, recebia a designação de conta de membro especial.

O autor do site Baby Heart, que se apresentava como Twinkle, disponibilizava vídeos em que as vítimas eram bebés

Getty Images/iStockphoto

Entre expulsões e novos membros, o Baby Heart chegou a ter 29 pedófilos a produzir conteúdos. E, para garantir que os vídeos e fotografias eram produzidos por quem os partilhava, o criador da página impôs uma regra: os produtores teriam de mostrar nas filmagens um papel manuscrito com a data em que os abusos estavam a acontecer e o seu nickname. “Agata for Baby Heart”, por exemplo.

Aos olhos dos investigadores, o site, criado em novembro de 2015, tinha tanto de perturbador como de novidade. As características peculiares do Baby Heart chamaram a atenção da polícia australiana — a primeira a encontrá-lo. Cedo foi criado um grupo de trabalho formal com a Europol e a Interpol para o desmantelar. Em março de 2017 chegou o primeiro pedido de colaboração à Polícia Judiciária (PJ). Não era nada de muito complexo: apenas verificar um dos emails utilizados por Twinkle. À data, todos estavam longe de saber que aquele que viria a ser considerado um dos maiores predadores sexuais do mundo — e um most wanted pelas autoridades na altura — liderava uma rede internacional de pedofilia a partir da casa dos seus pais, onde vivia, na zona de Aveiro.

Twinkle era Nuno Melo e foi detido em junho desse ano. Em menos de três meses, e com poucas pistas para seguir, a PJ apanhou-o — na véspera de um encontro organizado para adultos com várias crianças, numa casa alugada — com a colaboração da Europol e da Interpol. Com ele, foi detido também um dos utilizadores do site: Michael Aplleton ou The Forgotten, como se apresentava na darknetForam ambos condenados a 25 anos de prisão, a pena máxima, no passado dia 23 de dezembro de 2019. O caso vai ser debatido esta quinta-feira na sede da PJ, onde coordenadores portugueses e responsáveis da Europol e Interpol vão refletir sobre a relevância da cooperação internacional neste tipo de crimes.

Foi com a frase do início deste texto que Twinkle deu as boas vindas a mais um utilizador. Era bastante comum o criador do Baby Heart conversar com os seus utilizadores. No fórum do site, Twinkle indicava-lhes como navegar de forma anónima e pedia-lhes que não partilhassem imagens nas quais se vissem as caras dos intervenientes ou impressões digitais. Acabaria, porém, por dar um passo em falso e o seu site foi desmantelado ao fim de um ano e meio. A verdade é que este é considerado um caso de estudo: um crime sem fronteiras que só conseguiu ser detetado devido a uma investigação transnacional e a partir de alguns pequenos detalhes, aparentemente irrelevantes ou impossíveis de detetar — como pormenores em fotografias do Facebook, letras de uma matrícula ou uma expressão tipicamente portuguesa. Esta é a história de como todos esses pormenores cruzados permitiram à PJ e às autoridades internacionais apanhar o maior predador sexual do mundo.

Um email .pt encontrado pela polícia australiana. O primeiro pedido de ajuda à PJ

A intervenção da PJ só foi solicitada em março de 2017, quando a investigação durava há mais de quatro meses — e quando a possibilidade de o cérebro daquela rede estar em Águeda não fazia parte de nenhuma equação. A polícia australiana colocava apenas a hipótese de o administrador do site estar a operar a partir de Portugal, já que, entre as diligências realizadas, tinha sido detetado um email com um domínio português: sapo.pt. E, pelo sim pelo não, era melhor verificar. “O que nós recebemos foi simplesmente um pedido de colaboração. Só pelas nossas vias é que se podia saber informações sobre o utilizador e o contrato de quem utilizou aquele email”, explicou ao Observador um dos inspetores responsáveis pelo caso.

A polícia australiana colocava apenas a hipótese de o administrador do site estar a operar a partir de Portugal, já que, entre as diligências realizadas, tinha sido detetado um email com um domínio português: sapo.pt

Mas operadoras só estão obrigadas a manter durante um ano o registo de comunicações telefónicas e eletrónicas dos assinantes e a PJ não conseguiu chegar a nenhuma conclusão. Ainda assim, e apesar de o pedido de colaboração estar cumprido, os investigadores portugueses ficaram atentos e continuaram a ajudar — até porque, nessa altura, um inspetor da PJ tinha ido trabalhar para a Interpol e o contacto ia sempre sendo mantido.

Desde essa data, sempre que era publicada alguma fotografia ou vídeo no Baby Heart, os polícias que estavam envolvidos na investigação, nos quatro cantos do mundo, ficavam de olhos colados ao ecrã. Tinham a esperança de encontrar alguma pista: um cenário, algum objeto ou peça de roupa de determinada marca que pudesse dar algumas luzes sobre o local onde tinha sido realizado o abuso — à semelhança do que acontece nas reuniões promovidas pela Europol e Interpol e que juntam dezenas de investigadores de vários países a fim de identificar cenários e vítimas.

As imagens eram publicadas a qualquer hora. Uma delas foi em abril, na altura da Páscoa. “Ficámos com o fim-de-semana estragado. São imagens que não saem da cabeça. O ser humano é um bicho. E ainda hoje vemos coisas que nos chocam. Para além da pressão das imagens [para os investigadores], é a pressão de saber que estão a trabalhar com um processo da maior importância a nível mundial”, conta ao Observador um dos inspetores que investigaram o caso, que acrescenta: “Nós não conseguíamos desligar. Depois, não podia chegar a casa e falar sobre isto. Só podia falar com os meus pares”.

A polícia não sabia ainda quem era Twinkle, mas a investigação começava a dar frutos, com a descoberta da identidade de alguns utilizadores menos cuidadosos a apagar o seu rasto. Em maio de 2017, foram detidos três: um na Rússia, outro nos Estados Unidos e outro no Brasil. Este último usava o nome Sassy, nos fóruns do Baby Heart, e era alguém com quem Twinkle costumava conversar. Um dia depois de ser detido, Sassy decidiu colaborar com a polícia e indicou um perfil de Facebook que acreditava ser o do criador da página, o homem mais procurado.

O disco rígido que “custou os olhos da cara”. Um passo em falso que desmascarou Twinkle

Sassy e Twinkle conheceram-se através do Baby Heart, no início de 2016, e começaram a conversar e a partilhar um com o outro imagens e vídeos de abusos sexuais de menores. Todas estas conversas estavam escritas em português, mas isso, para a investigação, tinha pouco significado. Muitas vezes, estes predadores conversam em línguas que não as deles para confundir a polícia, recorrendo ao Google Tradutor, por exemplo, explica ao Observador Pedro Vicente, o coordenador da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e a Criminalidade Tecnológica (UNC3T) da PJ.

A PJ contactou pela primeira vez com este caso devido a um pedido de colaboração da polícia australiana

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

Ainda assim, as conversas tinham de ser passadas a pente fino e, por estarem escritas em português, foi feito um novo pedido de colaboração à PJ. “Mandaram-nos aquilo tudo para analisar”, relata um dos inspetores da PJ, confessando que não tinha qualquer esperança que dali fosse resultar alguma coisa. A verdade é que Sassy e Twinkle podiam até ser russos, franceses ou espanhóis e trocar as mensagens em português para que a polícia não fizesse qualquer ligação com o seu país de origem.

Mas entre as “toneladas de conversas” — onde Twinkle admitia até que estava a tentar abrir um parque infantil num centro comercial — foram encontradas frases e expressões que chamaram a atenção da Judiciária. O criador do Baby Heart dizia que já lhe tinham sido “aplicadas medidas de coação, nomeadamente a proibição de contactar com menores de 14 anos”, que era “perseguido há sete anos pela PJ”, mas que continuava a produzir filmes. Mais: que já lhe tinham apreendido “pelo menos três discos rígidos” — o que lamentava. E que um deles tinha sido bem caro: “Custou-me os olhos da cara” .

A PJ não queria acreditar: a restante conversa até podia ter sido para confundir as autoridades, mas aquela expressão idiomática — “custou-me os olhos da cara” — não poderia surgir do Google Tradutor, que faz apenas uma tradução literal de cada língua. “Aí as luzes começaram a acender todas. Vimos o mundo todo a mudar. Só pensávamos: ‘Não pode ser. Ele não pode ser português. Quanto muito, era brasileiro’. Mas ele falava na PJ, não falava da Polícia Federal“, explica uma fonte da PJ ao Observador.

"Aí as luzes começaram a acender todas. Vimos o mundo todo a mudar. Só pensávamos: 'Não pode ser. Ele não pode ser português. Quanto muito, era brasileiro'. Mas ele falava na PJ, não falava da Polícia Federal"
Fonte da Polícia Judiciária

A PJ não perdeu tempo a passar toda esta informação aos investigadores brasileiros. Agora, a possibilidade de Twinkle ser português e atuar a partir de Portugal era real. “A partir daí, disponibilizaram-nos tudo o que necessitássemos: Interpol, Europol, colegas de outros países, espanhóis, ingleses, franceses. Fomos convocados para esta investigação e passámos, a partir de determinada altura, a ser o ponto fulcral de transmissão de toda a informação“, recorda fonte da PJ.

Lolita, um Opel Calibra e a roupa das crianças. Facebook de Twinkle e da família revelou-lhe a identidade

O Facebook indicado por Sassy não era o de Twinkle: era o do meio-irmão. Ainda assim, através de comentários, fotografias e outros dados que a rede social disponibiliza, a PJ começou a montar quase que uma árvore genealógica e a analisar cada um dos perfis. Um deles, que não revelava o nome completo, mas apenas abreviaturas, chamou a atenção dos investigadores: desde logo, na imagem de perfil, esse homem aparecia com uma criança ao colo.

Mais: os likes dessa pessoa eram maioritariamente em fotografias de crianças — grande parte com trissomia 21. Nos filmes preferidos estava “Lolita” — um filme sobre a relação entre um professor de literatura obcecado por uma adolescente. Entre as fotografias dessa página surgiu também uma onde se via um carro, um Opel Calibra. Nessa imagem, podia ver-se que a matrícula do carro tinha as letras “KA”. A partir deste pormenor, a polícia percebeu que esse carro já tinha sido vendido, mas descobriu também que o antigo proprietário era o homem por detrás do nickname Twinkle.

Nuno Melo tinha, à data, 25 anos e era natural de Trofa, uma freguesia de Águeda. Era segurança de profissão e encontrava-se a cumprir uma pena suspensa de dois anos pela prática, em 2012, de um crime de pornografia de menores agravada. A pena previa ainda que se submetesse a tratamento psicoterapêutico no Centro Hospitalar do Baixo Vouga.

Nuno Melo tinha, à data, 25 anos e era natural de Trofa, uma freguesia de Águeda. Era segurança de profissão

Getty Images/iStockphoto

A polícia parecia ter desvendado a identidade de Twinkle. E não só. No Facebook de Nuno Melo e de familiares tinham sido publicadas fotografias em que apareciam menores. “Começámos a fazer comparações entre as crianças que apareciam nessas imagens e aquelas que apareciam nos filmes publicados no Baby Heart. Passámos horas a fazer isso”, relata um dos inspetores. E as coincidências eram muitas. Apesar de, nas imagens de abuso sexual, não aparecerem os rostos das crianças, havia algumas peças de roupa, lençóis e outros objetos que correspondiam àquelas que apareciam nas fotografias do Facebook. Essa coincidência juntava-se aos indícios fortes contra ele.

Um encontro com adultos e crianças numa casa alugada e uma investigação em contra-relógio para o evitar

À medida que a PJ ia recolhendo cada vez mais informação sobre Twinkle, polícias de todo o mundo continuavam também a investigação. No final de maio, outro utilizador foi detido na Áustria e, com a detenção, a polícia austríaca descobriu que, no dia 20 de junho, iria acontecer “um encontro do Twinkle com um [outro] indivíduo identificado por The Forgotten, em que ambos iriam produzir novo material contendo abusos sexuais de crianças“, lê-se no acórdão que viria a condenar os dois. Para tal, tinham alugado uma casa onde iriam filmar atos sexuais com menores de idade que eles próprios levariam para o local. “Sabíamos o dia, só não sabíamos onde”, contou ao Observador um dos elementos da equipa, recordando a pressão com que todos os investigadores ficaram: “Naquele dia, iam acontecer abusos. Isso nós sabíamos e tínhamos de os impedir”.

Para isso, eram precisos mandados de busca à casa onde Nuno Melo vivia, que só chegaram no dia 17 de junho — três dias antes do encontro marcado. Eram 36 investigadores, no total, de vários setores da PJ: dos crimes sexuais ao banditismo, passando pelo Laboratório de Polícia Científica (LPC). O ponto de encontro para o início da operação era o restaurante McDonald’s, em Àgueda, às 6h00 do dia 20 de junho.

Dali seguiram até à casa do suspeito. Lá, foram recebidos por ele. Abriu-lhes a porta vestido apenas com a roupa interior. No seu quarto, tinha deixado dois rapazes menores de idade, completamente nus. “Queres ser tratado por Nuno ou por Twinkle?”, perguntou-lhe a PJ. O suspeito não respondeu, mas a pergunta chegou para que percebesse que a polícia sabia tudo sobre ele. Twinkle — ou Nuno Melo — optou então por colaborar com a PJ.

Abriu-lhes a porta apenas com a roupa interior vestida. No seu quarto, tinha deixado dois rapazes menores de idade, completamente nus. “Queres ser tratado por Nuno ou por Twinkle?”, perguntou-lhe a PJ

Na casa, os inspetores encontraram elementos que já tinham visto antes: roupas, lençóis e objetos que apareciam nas imagens do Baby Heart. No quarto onde estavam os dois menores foi também encontrado um papel, escrito por Nuno Melo, onde se lia: “Twinkle 4 The Forgotten 19-06-2017″. No carro encontraram uma lista de matrículas de veículos que Nuno Melo considerava suspeitos e que o poderiam estar a perseguir. E ainda uma folha com as coordenadas do local onde tinha combinado o encontro com o The Forgotten, o segundo homem, para aquela tarde.

Além de ter confessado “de forma integral e sem reservas” os abusos sexuais de menores, lê-se no acórdão, Nuno Melo levou aos inspetores até aos locais onde escondia os discos rígidos do computador: enterrados em áreas de floresta no exterior da sua casa, escondidos em zonas recônditas onde normalmente ninguém ia ou em armazéns de empresas que já não estavam em funcionamento. O suspeito forneceu também todas as palavras passe — que eram complexas — necessárias para aceder aos discos. Questionado sobre se era o autor de todos conteúdos ali encontrados, respondeu: “É verificar os discos. Não me lembro de tudo o que fiz. Se diz Twinkle, fui eu”. 

Informações reveladas por Twinkle levaram a outras detenções e o Laboratório de Polícia Científica venceu um prémio

As coordenadas que Nuno Melo tinha escrito num papel correspondiam a uma casa em Alcobaça. À tarde, nesse dia, o próprio suspeito acompanhou os elementos da PJ ao local. Lá chegados, encontraram Michael Appleton — o homem, de nacionalidade portuguesa, atrás do nickname ‘The Forgotten’ — com dois menores, familiares dele, ainda no carro. Em poucas horas, a PJ conseguiu evitar que quatro crianças fossem abusadas sexualmente.

A verdade é que aquele encontro não era um ato isolado. Michael Appleton era utilizador do site e produzia vários conteúdos de pornografia infantil, abusando de dois menores de idade, seus familiares. A polícia conseguiu perceber isso devido a um lapso do homem agora condenado — que valeu até um prémio internacional ao Laboratório de Polícia Científica  da PJ. Numa das fotografias publicadas no Baby Heart, era possível ver a lateral de um dedo. Através da imagem, o laboratório conseguiu identificar a impressão digital, que correspondia a Michael Appleton.

Já detido, Nuno Melo continuou a colaborar com a polícia, tendo mesmo fornecido informação sobre outros utilizadores que foi verificada e levou mesmo a detenções — incluindo de criadores de outros sites de pornografia infantil. Hoje, a PJ acredita que Twinkle não só colaborou por perceber que não tinha saída, mas também porque queria que, ao ser apanhado, todos os outros utilizadores fossem também.

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