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Os Ensaios do Observador juntam artigos de análise sobre as áreas mais importantes da sociedade portuguesa. O objetivo é debater — com factos e com números e sem complexos — qual a melhor forma de resolver alguns dos problemas que ameaçam o nosso desenvolvimento.

Nestes tempos de pandemia, o mundo pôde mais uma vez confirmar que a globalização não é um processo simétrico e homogéneo. Há uma globalização vivida sobretudo na esfera da economia e do comércio internacional, que tem reduzido a desigualdade entre os indivíduos e os povos. Mas há outra globalização, dependente de processos políticos ou sustentada em aspirações políticas, que tem acelerado a desigualdade entre os Estados e as nações. A crise pandémica representa o choque entre estes dois movimentos divergentes da globalização.

Se levarmos em conta essa forma de desigualdade favorecida pela globalização política, perceberemos que a resposta à pergunta do título só pode ser negativa. Esta não irá ser a grande vitória do “socialismo”, cuja vocação internacionalista está a ser questionada pelo xeque às instituições globais. Mas os tempos também não serão auspiciosos para o “liberalismo” e para a sua crença fundamental na mobilidade de bens e pessoas. Qual será o vencedor desta encruzilhada histórica em que nos encontramos? Para já, suspeito que não existe. Esperem, então, por algo completamente diferente: incerteza, conflito e vulnerabilidade.

A globalização política e a grande divergência

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