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Quando a entrevista do Observador terminou, Mário Ferreira já estava pronto para receber as visitas da reunião seguinte. Não gosta de atrasos — nisso, “e no estilo de gestão”, é como os americanos. “Tenho de lhe dar na cabeça!”, disse o empresário do Douro referindo-se ao arquiteto que iria receber a seguir — e que enviou um projeto para o email errado das entidades competentes. “Isso foi em julho, só nos apercebemos do erro em outubro. Veja quantos meses se perderam…”. Pouco depois, enquanto a equipa do Observador saía da sala, disse (meio a brincar) ao surpreendido arquiteto: “Por causa de si tive de estar a ouvir as perguntas avinagradas destes senhores do Observador”.

A conversa de uma hora — conseguida após semanas de contactos com a equipa de Mário Ferreira — aconteceu em frente à Alfândega do Porto, nos antigos armazéns da Real Companhia Velha, em Miragaia, convertidos em escritórios da Douro Azul. A estrutura do edifício — como as arcadas — foram mantidas, e adicionados elementos mais modernos, ao gosto do empresário. O que talvez salte mais à vista é uma obra de Joe Black, que recriou o famoso quadro de Andy Warhol com Mao Tsé Tung, mas constituído por 9.000 soldados em miniatura a formar a cara do antigo líder chinês. Ou o retrato “irónico” da Princesa Diana, cuja cara surge dos pequenos carros destruídos.

[O melhor da entrevista ao empresário Mário Ferreira]

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