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Histórias de Arte na Grécia e Roma Antigas

Durante mais de mil anos, as civilizações grega e romana representaram o padrão de perfeição nas artes. As obras que nos deixaram, entretanto recuperadas, alimentam ainda hoje a nossa imaginação.

A matriz clássica, o nome dado à herança cultural deixada por Gregos e Romanos, pode ser considerada a matriz fundadora da cultura artística do Ocidente, que incorporou inúmeros elementos dessas épocas no seu vocabulário e cujos princípios influenciaram a apreciação ocidental das artes visuais e da literatura.

Não foi apenas a produção artística intensa que contribuiu para o peso que Gregos e Romanos tiveram e continuam a ter no estudo da História da Arte. Foi também o facto de terem sido deles as primeiras reflexões sobre a arte em tratados e escritos, como é exemplo o diálogo Hípias Maior, de Platão, que viria a inspirar reflexões posteriores do Renascimento.

Gregos e Romanos tinham um deus da arte, Apolo, que era também deus da poesia e da música, além das Musas, a quem os artistas pediam inspiração antes de começarem a trabalhar. Ou seja, a arte era um elemento central da sua visão do mundo. Isso explica, também, que houvesse em ambas civilizações uma indústria artística plena de atividade, que produzia cópias de estátuas, azulejos e mosaicos para habitações e edifícios públicos, entre outros.

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Muitas das obras produzidas nesta época chegaram até nós em ruínas, ou só foram recuperadas após escavações, o que sugere um período de rutura, a Idade Média, iniciada precisamente com a decadência do Império Romano e as invasões bárbaras. Houve uma ação deliberada, nessa época, de apagar ou esconder tudo o que exaltava a grandeza das civilizações de outrora.

É no Renascimento que se traça o caminho inverso e que a arte greco-romana volta a, passe a redundância, a renascer, a ser apreciada e tomada como referência. De tal forma, aliás, que foi assumidamente imitada pelos artistas da época.

Por se ter desenvolvido, na Antiguidade, em regiões que não pertencem ao que se considera hoje o mundo ocidental, a arte de Gregos e Romanos também teve uma influência considerável no Oriente cristão ortodoxo e no Mundo Islâmico.

Moeda. Itália, Siracusa, c. 395 a. C.. Prata. Museu Calouste Gulbenkian. © Foto: Catarina Gomes Ferreira

Foi, por exemplo, no Egipto que foram encontrados os medalhões de Abuqir, produzidos no período romano, que contam a história de Alexandre O Grande e são uma das raridades desta época da Coleção Calouste Gulbenkian.

Gulbenkian começou a sua atividade de colecionador pela área da numismática, ainda na Turquia, e isso é bem evidente nas peças da coleção referentes a esta época, com foco particular na Grécia e na medalhística.

Vaso («calyx-Krater»), Ática, c. 440 a.C., Terracota, Inv. n.º 682

A Coleção inclui, assim, retratos cunhados de monarcas de diferentes casas e de deuses do panteão grego, que demonstram o interesse especial do colecionador na cunhagem grega do séc. V a.C, praticada em várias regiões em torno do Mediterrâneo. Existem ainda núcleos com vidros, gemas, joalharia, escultura e cerâmica, de onde se destaca um vaso cratera (grego) em excelente estado de conservação que exibe uma temática decorativa de natureza mitológica.

 
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