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Elisabete, 48 anos, foi uma das enfermeiras que aceitaram voluntariar-se para administrar a vacina contra o novo coronavírus no hospital São José, onde, este domingo, estavam agendadas 800 pessoas para vacinação. Trabalha na unidade de queimados, com pacientes que não veem a família há meses por causa do risco de infeções. Estava de folga este domingo, mas optou por empurrá-la mais para a frente.

O enfermeiro João Luís, que trabalha na neurocirurgia, mostra felicidade e orgulho por fazer parte deste dia histórico, mesmo por detrás da máscara. Na ala onde trabalha, há doentes que, por terem lesões cerebrais, nem sequer sabem que o mundo está numa luta contra uma das maiores pandemias de sempre. É preciso explicar, repetir as medidas, ter compaixão e facilitar um pouco as visitas para ajudar no processo de recuperação — ainda que, para isso, tenha de infringir algumas regras. Mas, esta tarde, a missão é mais simples do que costuma ser: vacinar, vacinar e vacinar até que não seja mais preciso.

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