Onde investir em 2017. Depósitos, certificados, fundos e ações para fazer crescer o dinheiro

29 Dezembro 2016379

Só precisa de cinco minutos para descobrir em que deve apostar. Temos soluções tanto para conservadores (depósitos até 2,5%) como para investidores (as ações que recomendámos para 2016 ganharam 19%).

Sabemos que é uma pessoa muito ocupada, mesmo quando o assunto é o seu dinheiro. Por isso, avançamos diretamente para o que interessa: o que fazer à sua fortuna em 2017. Não leia todo este artigo. Salte diretamente para a parte que lhe interessa.

É conservador ou precisa do dinheiro nos próximos cinco anos?

Não arrisque o seu património. Os depósitos a prazo são a solução certa. Só têm um concorrente à altura se for aplicar durante cinco anos.

Tem entre mil e 100 mil euros? Só há uma solução

Se aforra recorrentemente em depósitos a prazo, faça um favor ao seu dinheiro: abra conta no Banco BNI Europa, caso ainda não o tenha feito. Este é o banco que mais paga em depósitos que não são promocionais nem têm restrições. Embora já tenha reduzido as taxas de juro, não há sinal que deixe de ser o banco mais generoso. Além disso, se abrir conta apenas para constituir depósitos a prazo, dispensando qualquer outro produto ou serviço (como cartões bancários), pode evitar todas as comissões bancárias. Movimentar a conta do BNI Europa por transferências bancária é gratuito no seu serviço de banca eletrónica.

É verdade que outros bancos pagam mais, mas só o fazem uma vez para os novos clientes (o Atlântico Europa é o recordista com uma taxa anual bruta de 2,55% a três meses) ou limitam os depósitos (o Finantia paga 1,50% a seis meses, mas tem de ser dinheiro novo a entrar no banco vindo de outra instituição). Aliás, o próprio BNI Europa tem depósitos promocionais: oferece uma taxa anual bruta de 1,85% numa aplicação não repetível a três, seis ou doze meses.

Estes depósitos do BNI Europa não são promocionais
Mil euros é a aplicação mínima. A mobilização antecipada é possível, mas com perda total dos juros, exceto nos depósitos a quatro e cinco anos, em que se perdem 50% dos juros. O rendimento é sempre pago no vencimento. Não faça depósitos inferiores a um ano, porque consegue ganhar mais fazendo um depósito a cinco anos. Quando chegar a altura em que precisa do capital, solicite a mobilização antecipada: a penalização de 50% dos juros significa que a taxa anual bruta a aplicar é de 1,25%, mais do que as taxas dos depósitos a um, três ou seis meses.
Prazo Taxa anual nominal bruta
1 mês 0,40%
3 meses 0,60%
6 meses 1,10%
1 ano 1,50%
2 anos 1,90%
3 anos 2,10%
4 anos 2,30%
5 anos 2,50%

Os depósitos a prazo do BNI Europa só têm realmente um concorrente: os Certificados do Tesouro Poupança Mais quando o objetivo é aforrar por cinco anos. Se a economia portuguesa não avançar, os juros anuais brutos dos CTPM são, em média, de 2,25% para quem subscrever ainda antes de 2016 terminar. É possível investir em CTPM com um mínimo de mil euros em algumas estações dos Correios e no AforroNet.

Se, no entanto, a economia portuguesa mostrar um avanço em linha com as previsões dos principais organismos nacionais e internacionais – um crescimento real de 1,6% em 2019 e 2020 –, a taxa média dos CTPM sobe para 2,76%, batendo o depósito a cinco anos do BNI Europa. A principal diferença entre o depósito a cinco anos do BNI Europa e os CTPM é que o BNI Europa paga os juros no final do quinquénio, enquanto os juros dos CTPM são pagos anualmente na conta bancária do aforrador. Em caso de resgate antes dos cinco anos, o depositante recebe metade dos juros corridos, mas o detentor de CTPM não recebe juros além dos que já foram creditados anualmente na sua conta bancária. Não é possível movimentar os CTPM antes do primeiro aniversário após a subscrição.

Tem menos de mil euros? Talvez não valha a pena

O ActivoBank e o Banco CTT são os destinos potenciais para quem não tem um pé-de-meia que chegue aos quatro dígitos. Através dos depósitos Poupança Objetivo, que não têm um montante mínimo, o ActivoBank dá uma taxa anual bruta de 0,65% nos prazos entre 183 dias e 365 dias. No seu depósito a prazo, que exige um mínimo de 100 euros, o Banco CTT oferece 0,50% em aplicações a partir de um mês.

Será que valem a pena? O rendimento é realmente muito magro. Na aplicação a um ano do ActivoBank, recebe 2,38 euros em juros com uma aplicação de 500 euros. Num depósito a um mês, o Banco CTT paga 15 cêntimos pelos mesmos 500 euros. Se já não é cliente de um destes bancos, é pouco provável que se justifique a abertura de conta para ter um rendimento maior.

Calcule quanto rende o seu depósito a prazo
Escolha o montante, a taxa de juro e o prazo para descobrir quanto receberá no final do prazo num depósito simples, depois de descontar os impostos. Assume uma tributação a 28%.

Montante a aplicar (em euros):
Taxa anual nominal bruta (em %):
Prazo (em dias):
Juro líquido no final do prazo (em euros):

Também há depósitos promocionais que exigem menos de mil euros. É o caso do Super Depósito 2,5% que o Banco de Investimento Global oferece no prazo de três meses, cujo mínimo é de 500 euros. Provavelmente também não vale a pena: consegue 2,28 euros no final de três meses com meio milhar de euros. Além disso, depois do depósito promocional se esgotar, os restantes depósitos exigem mil euros, pelo menos.

Tem mais de 100 mil euros? Negoceie

Quem conta com mais de 100 mil euros para aplicar em soluções conservadoras tem um montante suficiente para encetar uma negociação para aumentar a sua rentabilidade. Negociar não custa nada, a não ser alguns minutos do seu tempo. Na pior das hipóteses, pode fazer os melhores depósitos indicados acima, que refletem as taxas indicadas nos preçários dos bancos.

Meio ponto percentual que consiga aumentar no seu depósito a prazo através de negociação representa mais um euro recebido por cada dia da sua aplicação de 100 mil euros, assumindo uma tributação à taxa de 28%. Assim, um depósito de 100 mil euros rende mais 365 euros ao fim de um ano se conseguir aumentar a taxa de juro de 1% para 1,5%, por exemplo.

Negociar pode dar bons frutos, mas tenha cuidado a quem entrega mais de 100 mil euros: o Fundo de Garantia de Depósitos, a entidade que funciona junto ao Banco de Portugal, protege até 100 mil euros por titular em cada banco. Por isso, se quer o dinheiro completamente garantido, tem duas opções:

  1. Divide-o de maneira que não tenha mais de 100 mil euros em cada banco;
  2. Adiciona outros titulares à sua conta, como familiares.

O Fundo de Garantia de Depósitos dá tranquilidade aos aforradores, mas poderia ser insuficiente caso fosse acionado para salvar os depositantes duma instituição portuguesa de média ou grande dimensão.

Há um ano, o Fundo de Garantia de Depósitos tinha um saldo de 1,55 mil milhões de euros, o que não cobre os depósitos à ordem e a prazo constituídos no Banco Popular (cinco mil milhões de euros na mesma altura), quanto mais os da Caixa Geral de Depósitos (59 mil milhões de euros), do Millennium bcp (32 mil milhões de euros) ou do Santander Totta (23 mil milhões de euros). Note-se, no entanto, que nem todos os depósitos estão cobertos pelo Fundo de Garantia de Depósitos: apenas os dos particulares até 100 mil euros por titular em cada banco. O relatório oficial indicava que os recursos do Fundo de Garantia de Depósitos representavam 1,24% dos depósitos cobertos em 2015.

Se pensa que o Fundo de Garantia de Depósitos é insuficiente para as suas contas, pode fazer duas coisas:

  1. Opte por bancos mais pequenos. Os recursos dos clientes do BNI Europa, do Finantia, do Banco CTT ou do ActivoBank, por exemplo, são inferiores ao saldo do Fundo de Garantia de Depósitos, de acordo com os últimos dados oficiais.
  2. Constitua o seu depósito a prazo num banco coberto por outro sistema de garantia.

Vários bancos estrangeiros têm sucursais em Portugal cujos depósitos estão protegidos também até 100 mil euros mas por outros organismos. É o caso de Abanca (Fondo de Garantía de Depósitos de Entidades de Crédito, de Espanha), do Banco do Brasil (Einlagensicherung und Anlegerentschädigung, da Áustria), do Bank of China (Fonds de Garantie des Dépôts, do Luxemburgo), do BNP Paribas (Fonds de Garantie des Dépôts et de Résolution, de França), do Deutsche Bank (Einlagensicherung und Anlegerentschädigung, da Alemanha) e do ING Bank (Beschermingsfonds voor Deposito’s, da Bélgica). Resta saber se consegue negociar boas taxas de juro nestas instituições (ou noutras estrangeiras).

Não é conservador e tem mais de cinco anos para investir?

Tem estômago para os altos e os baixos de curto prazo da bolsa? Invista o seu dinheiro no mercado acionista para o fazer crescer. Esforce-se para reforçar periodicamente a sua carteira.

Não tem experiência de bolsa? Opte pela ideia mais simples

Não precisa de perceber os meandros da bolsa para conseguir beneficiar do seu maior potencial de longo prazo. Apenas necessita de compreender que as ações representam partes do capital das sociedades. Se o negócio das empresas correr bem, então é natural que os preços dos títulos subam no longo prazo.

Se lhe falta experiência bolsista, simplifique: compre um fundo que reúna um grande número de ações de todo o mundo. O modo mais simplista e barato de investir num grande número de ações é através de um fundo de índice: os gestores procuram replicar a composição de um índice de ações. Nesta área, o melhor fundo comercializado em Portugal é o HSBC GIF Economic Scale Index Global Equity. No início de novembro passado, as 1.647 ações diferentes na carteira do fundo do HSBC estavam distribuídas maioritariamente pelos Estados Unidos da América, Japão, Reino Unido, Alemanha e França. As empresas são selecionadas para o índice de referência em função da sua contribuição para a economia mundial. É, por isso, natural encontrar grandes empresas no topo dos títulos detidos, como a retalhista Wal-Mart Stores, a construtora automóvel Volkswagen, a petrolífera Exxon Mobil e a fabricante de telefones e computadores Apple.

O Banco Best é o melhor intermediário para investir no HSBC GIF Economic Scale Index Global Equity: a classe distribuída por este banco, a AC, é a mais económica. O Banco de Investimento Global tem outra classe, EC, um pouco mais dispendiosa, o que se reflete em retornos mais baixos no longo prazo.

Um fundo para investir no mundo
Os investidores menos experientes devem optar por um destes produtos para aplicar o grosso das suas poupanças nos próximos anos. Ficam expostos à economia mundial através das bolsas de valores. O ISIN é um código de identificação único de instrumentos financeiros.
HSBC GIF Economic Scale Index Global Equity AC HSBC GIF Economic Scale Index Global Equity EC
ISIN LU0164941436 LU0164872102
Rentabilidade anual bruta
– 1 ano 14,68% 14,34%
– 3 anos 13,79% 13,37%
– 5 anos 14,47% 13,99%
Taxa de encargos correntes 0,95% 1,25%
Montante mínimo
– Primeira subscrição 1.000 dólares norte-americanos (961 euros) 5.000 dólares norte-americanos (4.805 euros)
– Subscrições seguintes 1 unidade (33 euros) 5.000 dólares norte-americanos (4.805 euros)
Comercialização Banco Best Banco de Investimento Global
Fonte: bancos, Bloomberg, sociedade gestora. 28 de dezembro de 2016

A classe do fundo do HSBC comercializada pelo Banco Best é particularmente interessante para os investidores de longo prazo que planeiam reforçar a carteira frequentemente emente. Depois dos primeiros mil dólares (961 euros) investidos, é possível comprar unicamente uma unidade de participação no fundo, que custa agora cerca de 33 euros.

Tem experiência de bolsa, mas não tem mais de 30 mil euros? Compre um cabaz barato

Investir no mercado acionista global através do HSBC GIF Economic Scale Index Global Equity AC, o fundo que recomendamos em cima para os investidores menos experientes, é realmente económico: as despesas anuais representam 0,95% do património investido. (Os subscritores não sentem o pagamento destas despesas, porque os custos são retirados aos ativos ao longo do ano.)

É possível gastar ainda menos? É. Há outros fundos de índice que funcionam exatamente como o produto do HSBC – investem numa carteira muito diversificada de ações mundiais – que têm encargos anuais mais baixos. Todavia, esses fundos são cotados, o que significa que é preciso recorrer à negociação de bolsa para os adquirir. Para conseguir que os custos sejam reduzidos – leia-se: inferiores a 1% da sua riqueza por ano – é preciso investir uma soma eventualmente elevada através de um intermediário de bolsa económico.

Pode parecer avareza procurar reduzir encargos anuais que já são baixos ou procurar o intermediário mais barato. Não é: o impacto pode ser drástico na sua vida. Se, em vez de aplicar mil euros no HSBC GIF Economic Scale Index Global Equity AC, gastar esse montante a comprar unidades do iShares Core MSCI World ETF, um fundo cotado de índice que o Observador recomenda há mais de um ano, através do intermediário mais barato, a plataforma GoBulling Pro do Banco Carregosa, o seu património será cerca de 0,25% superior dentro de um ano, assumindo uma rentabilidade anual de 5% em ambos os fundos. Dentro de cinco anos, será 3% maior. Em dez anos, estará 7% mais rico. Em 20 anos, 15%. Em 30 anos, o seu património pode ser 24% superior.

Um concorrente à altura?
O iShares Core MSCI World ETF é o melhor fundo cotado que investe globalmente em ações para os investidores portugueses. No entanto, foi lançado um concorrente em novembro: o Amundi Index MSCI World ETF, listado em Paris. É idêntico, mas a taxa de encargos correntes é mais baixa. Como o volume de negociação ainda é baixo, os investidores devem ficar longe. É para ficar no radar durante 2017.
iShares Core MSCI World ETF Amundi Index MSCI World ETF
ISIN IE00B4L5Y983 LU1437016972
Bolsa Amesterdão Paris
Código de negociação IWDA MWRD
Taxa de encargos correntes 0,20% 0,18% (estimada)
Lançamento 30 de setembro de 2009 17 de novembro de 2016
Rentabilidade anual bruta
– 1 ano 10,97% não aplicável
– 3 anos 14,10%
– 5 anos 15,44%
Fonte: Bloomberg, sociedades gestoras. 28 de dezembro de 2016

A escolha do intermediário mais barato é igualmente crítica. Ao preçário atual do Banco Carregosa, comprar unidades do iShares Core MSCI World ETF na bolsa de Amesterdão custa cinco euros através do serviço GoBulling Pro. Não há qualquer outro custo ao longo dos cinco, dez, vinte ou trinta anos de investimento. Não há mais barato em Portugal.

É possível, no entanto, encontrar intermediários estrangeiros mais baratos. A holandesa DeGiro, que procura clientes portugueses, é uma das mais económicas: uma vez por mês, os investidores não pagam a comissão de bolsa nas operações sobre o iShares Core MSCI World ETF, de acordo com a lista de fundos cotados isentos. A corretora cobra anualmente 2,50 euros pelo acesso a cada bolsa de valores (excluindo a lisboeta).

Mesmo a mais baixa comissão de bolsa obriga a que os investidores tenham atenção para que esse custo não pese demasiado no património. Com a comissão de cinco euros por compra na GoBulling Pro, é recomendável que se aplique, em cada operação sobre o fundo de índice, pelo menos 700 euros. Se usar outro intermediário, o montante tem de ser superior. Só assim se garante que o retorno esperado de investir no iShares Core MSCI World ETF é superior ao do HSBC GIF Economic Scale Index Global Equity AC logo no primeiro ano, assumindo que os títulos nas carteiras dos dois fundos rendem o mesmo.

Tem experiência de bolsa e mais de 30 mil euros? Copie a nossa carteira de ações

As sete ações que recomendámos há um ano para investir durante o ano de 2016 renderam, em média, 19,33%. É um bom resultado: é mais do que qualquer um dos principais índices mundiais, à exceção dos do Brasil e da Rússia. O encaixe de 2016 compensa os fracos ganhos alcançados por quem replicou a carteira recomendada para 2015, de apenas 0,05%.

Carteira de 2016 rende 19,33%
Os títulos da Baker Hughes, que presta serviços à indústria petrolífera, foram os que mais renderam. A Renault deu o único prejuízo.
Ação Bolsa Rentabilidade
Alcoa Nova Iorque 34,62%
Baker Hughes Nova Iorque 43,89%
Domtar Nova Iorque 15,22%
HeidelbergCement Frankfurt 18,91%
Renault Paris -8,82%
Saint-Gobain Paris 13,78%
Trinity Industries Nova Iorque 17,72%
Fonte: Bloomberg. Rentabilidade, em euros, entre 27 de dezembro de 2015 e 29 de dezembro de 2016.

O Observador recomenda agora uma lista de dez títulos para quem quer investir diretamente em ações em 2017. Aconselhamos esta carteira apenas aos investidores que tenham mais de 30 mil euros para aplicar durante alguns anos: cinco é bom, mas dez é melhor. É a partir de 30 mil euros que os custos de bolsa são diluídos. Se tentar replicar a carteira em baixo com 10 mil euros através do serviço GoBulling Pro do Banco Carregosa, os custos anuais ultrapassam 275 euros, ou seja, 2,75% do património. Mesmo com 20 mil euros, as despesas absorvem 1,40% da carteira. Só a partir de 30 mil euros é que os custos são inferiores a 1% do dinheiro investido. Noutros intermediários, os encargos podem ser mais pesado, o que obriga a investir um montante superior para os dissolver.

10 ações para 2017
Estes são os títulos que o Observador recomenda para investir agora e manter durante todo o próximo ano, pelo menos.
Empresa Indústria Rácios bolsistas Rácios contabilísticos Bolsa
Preço-lucros Preço-valor contabilístico Rentabilidade do ativo Endividamento de longo prazo Margem bruta
Biogen Biotecnologia 15,72 5,20 18,14% 33,44% 88,48% Nasdaq
CVS Health Farmácias 14,99 2,35 5,48% 28,05% 17,31% Nova Iorque
Hera Serviços básicos 16,32 1,38 2,44% 35,66% -2,74% Milão
Mohawk Industries Tapetes e pavimentos 16,57 2,65 8,67% 12,04% 29,87% Nova Iorque
Pandora Joalheria 20,03 18,78 37,69% 17,65% 72,85% Copenhaga
Renault Automóvel 7,86 0,84 3,23% 6,23% 20,33% Paris
Saint-Gobain Vidro 51,58 1,34 2,89% 16,33% 25,06% Paris
SIAS Autoestradas 11,12 1,01 2,83% 43,94% 56,61% Milão
Snap-on Ferramentas 19,17 3,74 11,69% 19,20% 50,61% Nova Iorque
Skyworks Solutions Semicondutores 15,38 4,01 26,28% 0,00% 50,63% Nasdaq
Fonte: Bloomberg. Preço-lucros = preço ÷ lucros de 12 meses por ação. Preço-valor contabilístico = preço ÷ capitais próprios por ação. Rentabilidade do ativo = resultado líquido de 12 meses ÷ ativo. Endividamento de longo prazo = dívida de longo prazo ÷ ativo. Margem bruta = (vendas – custo das mercadorias vendidas) ÷ vendas. Usou-se a última informação trimestral disponível. 29 de dezembro de 2016

A especialista em vidro Saint-Gobain e a construtora automóvel Renault mantêm-se a partir da lista recomendada há um ano.

A carteira recomendada é bem diversificada. Inclui empresas de quatro nações – Dinamarca, Estados Unidos da América, França e Itália –, embora sejam todas multinacionais, à exceção da CVS Health e da Hera: a primeira tem uma rede de farmácias nos EUA e a segunda distribui eletricidade, gás e água no eixo italiano de Bolonha-Módena. Os negócios também são muito díspares, dos mais tecnológicos – incluindo a investigação da Biogen em medicamentos na área da imunologia e da neurologia, as ferramentas desenhadas pela Snap-on para os profissionais da reparação automóvel e o desenvolvimento pela Skyworks Solutions de semicondutores para aparelhos móveis – aos mais tradicionais – como as joias da Pandora, os tapetes da Mohawk e as autoestradas italianas e brasileiras geridas pela SIAS.

Mesmo sendo uma carteira diversificada, a volatilidade é elevada. As sete ações recomendadas há um ano registaram mais do que o dobro da volatilidade de um fundo de ações globais, como o iShares Core MSCI World.

Investir diretamente em ações não é para todos. Antes de comprar as ações recomendadas pelo Observador, analise profundamente as empresas. A decisão final – e a responsabilidade – de investir nesta carteira é sempre sua.

David Almas é analista financeiro independente registado na CMVM com o número oito. O autor trabalha subordinado ao Código Deontológico dos Jornalistas. O autor detém unidades de participação do iShares Core MSCI World ETF.

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