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Precisa de ouvir algo positivo sobre a Covid-19? 12 boas notícias sobre a evolução da pandemia

Os casos e as mortes por Covid-19 estão a diminuir, as vacinas são cada vez mais e mais eficazes e a gripe, tantas vezes preocupante, eclipsou-se. Respire fundo que nem tudo é mau na pandemia.

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Há um ano que o mundo se vê a braços com um dos maiores desafios que a humanidade teve de enfrentar no último século. Uma pandemia provocada por um vírus que ainda não compreendemos totalmente, que traz consequências que ainda estamos longe de contabilizar por completo e cujas vítimas aumentam de dia para dia. Mas podemos olhar também para o outro lado: nunca como agora soubemos tão bem como responder a esta crise, as vacinas, desenvolvidas em tempo recorde, prometem-nos um regresso a uma certa normalidade, talvez já no fim do verão, e o segundo confinamento português já começou a fazer efeito.

Três meses depois de ter feito um balanço de boas notícias sobre a Covid-19, porque também as há, o Observador repetiu o exercício para lhe dar motivos para fazer uma pausa, respirar fundo, aliviar a tensão e sorrir porque nem tudo é mau. São mais 12 provas de que nem todas as coisas são tão terríveis como parecem. 

Dez boas notícias sobre a Covid (porque também há)

Vacina portuguesa prestes a ser testada em humanos

Equipa da Immunethep, sediada em Cantanhede, que estão a desenvolver a vacina portuguesa

D.R.

A vacina contra a Covid-19 portuguesa, que está a ser desenvolvida pela biotecnológica Immunethep, um spin-off da Universidade do Porto, entrou na fase final dos testes em ratos e deve estar pronta a avançar para os ensaios clínicos em humanos a meio deste ano.

A vacina tem duas vantagens em relação às que já foram aprovadas pelo regulador europeu (EMA): é baseada no vírus SARS-CoV-2 inteiro, mas inativado — por isso, mesmo que este sofra mutações, a resposta imune que a vacina induz continuará sempre a funcionar; e é inalada, protegendo mais rapidamente de uma infeção nas vias respiratórias, as primeiras atacadas pelo novo coronavírus.

Em comunicado, a empresa sediada no Parque Tecnológico de Cantanhede explica que os ensaios clínicos vão envolver a participação de dois mil voluntários, numa amostra representativa da população portuguesa. Se tudo correr bem, o medicamento pode chegar ao mercado no próximo ano.

Casos de infeção já começaram a baixar no país

Portugal já está a ter resultados do confinamento obrigatório e generalizado imposto em meados de janeiro quando a pandemia se tornou incontrolável. O número de novos casos de infeção pelo novo coronavírus revela que o país já ultrapassou o pico da terceira vaga (terá acontecido entre o final de janeiro e o início de fevereiro) e que quase todas as regiões continentais seguem agora numa descida consolidada da incidência de contágios (o famoso Rt está abaixo de 1 em todo o continente, como foi revelado na última reunião do Infarmed).

Do confinamento de 60 dias ao acelerar do processo de vacinação. O que disseram os especialistas na reunião do Infarmed

“Quase” porque há uma área mais atrasada em relação ao restante território nacional: Lisboa e Vale do Tejo, que demorou mais a atingir o pico de casos diários e que só agora está a entrar na fase decrescente. Mas está no bom caminho, segundo Carlos Antunes, engenheiro da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

O número de mortes diários por Covid-19 também já começou a baixar em todo o país e não deve voltar atingir as três centenas a partir de agora (só aconteceu em dois dias, a 28 e 31 de janeiro). O investigador, que tem acompanhado desde o início a epidemia, estimava que 27 mil pessoas morressem de Covid-19 até 15 de março. Agora, graças ao confinamento, a sua estimativa baixou para 19 mil.

Lisboa e Vale do Tejo também já terá passado o pico de casos de Covid-19. Resto do país está em descida consolidada

Há quatro semanas que o número mundial de casos está a baixar

As boas notícias nacionais estendem-se à escala mundial. A Organização Mundial de Saúde confirmou que o número de novos casos somados diariamente está a diminuir há quatro semanas consecutivas. Entre 25 e 31 de janeiro, o número total de infetados registados nesse período foi de 3,7 milhões, menos 13% em comparação com a semana anterior. Na última semana, a diminuição foi de 17%.

São os números mais baixos desde 26 de outubro, há quinze semanas, quando a segunda vaga da pandemia disparou. Segundo a OMS, embora muitos países continuem numa fase crescente de casos positivos de infeção pelo SARS-CoV-2, a tendência global é de diminuição.

A vacinação ainda não deve ser o principal motivo deste decréscimo, uma vez que só seis milhões de pessoas em todo o mundo já recebeu pelo menos uma dose das vacinas aprovadas contra a Covid-19. Mas a diminuição da mobilidade entre países que fecharam fronteiras e restringiram viagens, em conjunto com os confinamentos impostos em muitos deles estarão a ajudar.

Os óbitos por Covid-19 em todo o mundo estão a diminuir

Por altura do Natal, o mundo recebeu um possível sinal de alívio: o número médio de mortes por Covid-19 ao longo dos sete dias anteriores deu finalmente sinais de abrandamento depois de uma escalada que havia arrancado em meados de outubro. Mas foi sol de pouca dura: os óbitos voltaram a aumentar até a um pico de quase 18 mil mortes por Covid-19 num só dia.

Mas as últimas duas semanas permitiram retomar a esperança: depois de os novos casos terem começado a decrescer, também as mortes por Covid-19 estão a diminuir de dia para dia desde 26 de janeiro até agora. Na última semana foram registadas 88 mil óbitos pela doença do coronavírus, mas é um decréscimo de 10% em relação à semana passada.

Portugal é um dos países onde o número de mortes por Covid-19 tem diminuído nos últimos dias. Depois de um pico de 303 óbitos registados a 28 e a 31 de janeiro, o país tem identificado cada vez menos casos mortais de Covid-19, acompanhando assim o decréscimo de novos casos e de casos ativos.

Esta domingo, dia 14, Portugal registou 138 mortes, os valores mais baixos desde 11 de janeiro.

Semana com menor número de casos desde o início do ano. Internados em UCI abaixo dos 800

Teve também menos de metade dos casos da última semana (em todas as regiões do país), já não havia uma semana com tão poucos casos desde 19 a 25 de outubro, a terceira semana com mais recuperados desde o início da pandemia e a maior redução numa semana desde o início da pandemia de casos activos, internados, internados em UCI e contactos em vigilância.

Vacinação em Israel já deve estar a proteger os mais velhos

Israel está a realizar a campanha de vacinação contra a Covid-19 mais rápida até agora. Transformou-se, por isso, num enorme laboratório onde o resto do mundo explora a evolução da pandemia à luz da vacinação. E os resultados podem já estar à vista: as faixas etárias mais avançadas já parecem estar mais protegidas.

É o que sugerem os dados sobre os casos confirmados de Covid-19 desde o primeiro dia de vacinação em Israel (19 de dezembro) até agora por cada faixa etária. A incidência aumentou em todas elas até à atualização de 16 de janeiro e houve um decréscimo transversal desde essa data até 30 de janeiro.

Depois, algo mudou: enquanto os novos casos nas faixas etárias até aos 39 anos voltaram a aumentar, nas faixas etárias dos 60 anos ou mais eles diminuíram; e a faixa etária dos 40 aos 49 anos manteve-se estável, mas com tendência decrescente. Bom sinal: até agora, 90% da população com 60 anos ou mais já foi vacinada em Israel.

Profissionais de saúde alemães já estão a reforçar o SNS

Ministro da Defesa e ministra da Saúde, com o embaixador da Alemanha em Portugal, recebem os profissionais de saúde alemães

Reinaldo Rodrigues/Global Imagens

A pressão sobre o Serviço Nacional de Saúde continua demasiado alta em alguns pontos do país, nomeadamente na região de Lisboa e Vale do Tejo (o hospital Amadora-Sinta, por exemplo, continua a ter de transferir doentes). Os internados, tanto em enfermaria como em cuidados intensivos, está a baixar — nos últimos dois dias houve menos 715 pessoas internadas —, mas não o suficiente para permitir um alívio.

Para reforçar o SNS, uma equipa de 26 profissionais de saúde alemães, incluindo oito médicos e 18 enfermeiros, chegou na última quarta-feira a Portugal, tendo instalado-se no Hospital da Luz para apoiar a linha da frente do combate à Covid-19 do hospital Amadora-Sintra, o quem mais doentes internados com Covid-19.

A equipa trouxe também 40 ventiladores móveis e dez estacionários, 150 camas de hospital e 150 bombas de infusão para fortalecer os recursos dos hospitais portugueses. Vai ser substituída de três em três semanas até ao fim de março, segundo o que foi acordado entre os governos de Portugal e da Alemanha.

Em resposta ao agradecimento do ministério da Defesa português, Annegret Kramp-Karrenbauer, responsável pela mesma pasta alemã, respondeu que “é para isto que servem os amigos”. Martin Ney, o embaixador alemão, acrescentou que a cooperação é “do interesse da Alemanha”: a pandemia deve ser travada em conjunto, argumentou. Vários outros países ofereceram ajuda a Portugal e a Áustria irá mesmo receber 10 doentes portugueses, Covid e não Covid.

Equipa médica alemã já está em Portugal. “É para isso que servem os amigos”

Medidas contra a Covid-19 eclipsaram a gripe sazonal

Um homem com máscara no Cais do Sodré, em Lisboa

NurPhoto via Getty Images

Chegou a temer-se uma “epidemia dupla” no inverno, com a habitual epidemia de gripe sazonal a juntar-se à pandemia de Covid-19 e à terceira onda que assolou o país desde janeiro. Mas tudo correu muito melhor do que se julgava: até agora, apenas foram confirmados nove casos de infeção pelo vírus influenza. E só dois chegaram às unidades de cuidados intensivos (completamente ocupados por doentes Covid).

Vários fatores podem explicar o quase desaparecimento da gripe sazonal na época 2020/2021. Por um lado, as medidas implementadas para controlar a propagação do coronavírus — como o distanciamento físico e a utilização de máscara — que também ajudam a reduzir a transmissão da gripe, porque ambos são vírus respiratórios.

Por outro, também a maioria dos (poucos) casos de gripe confirmados laboratorialmente são do tipo B, que tende a infetar mais facilmente os mais jovens — menos suscetíveis a desenvolverem quadros clínicos severos —, é menos transmissível e habitualmente provoca infeções menos graves. 

O que é feito da gripe? Medidas contra a Covid-19 ajudaram e o vírus é menos agressivo, mas pode ser um problema para as vacinas

África do Sul vai distribuir vacina da Johnson&Johnson aos profissionais de saúde

Um profissional de saúde norte-americano prepara uma dose da vacina da Johnson&Johnson para administrar durante um ensaio clínico

Getty Images

Depois de retroceder na administração da vacina da AstraZeneca/Universidade de Oxford devido às dúvidas existentes entre os especialistas sobre o grau de proteção contra a nova variante identificada no país, a África do Sul encontrou um novo plano: vai distribuir a vacina da Johnson&Johnson pelos profissionais de saúde para verificar a proteção que fornece contra o novo coronavírus.

Zweli Mkhize, ministro da Saúde sul-africano, explicou que “esta etapa da vacinação prosseguirá de forma a implementar um estudo com a parceria do Conselho de Pesquisa Médica e os locais de vacinação do Departamento Nacional de Saúde em todo o país”.

A vacina da Johnson&Johnson será aplicada em 1,25 milhões de profissionais de saúde, que serão vigiados ao longo de vários meses para descobrir os efeitos que terá no sistema imunitário. Zweli Mkhize diz que é eficaz contra a nova variante, a sul-africana, mas os testes ainda decorrem.

Vacina da Rússia com bons resultados nos ensaios clínicos

Denis Pushilin, chefe da República Popular de Donetsk, recebe a vacina russa Sputnik V

Valentin SprinchakTASS via Getty Images

Também a Sputnik V, a vacina desenvolvida pela Rússia contra a Covid-19, que inicialmente levantou muitas dúvidas e sobre a qual muitos se revelaram céticos, revelou uma eficácia de 91,6% contra os quadros clínicos sintomáticos da doença. Só 16 dos 14.900 voluntários que receberam ambas as doses da vacina testaram positivo depois de vacinados. No grupo de 4.900 pessoas que receberam um placebo, foram 62.

Inicialmente temeu-se que o desenvolvimento da vacina russa não tivesse cumprido os procedimentos de segurança aceitáveis pelas entidades reguladoras; nem que o processo tivesse sido completamente transparente. O medicamento foi desvalorizado, mas os novos dados, revistos por investigadores independentes, confirmam as alegações russas.

A própria revista científica The Lancet, onde o estudo foi publicado, sublinha em comunicado que falta determinar apenas a eficácia da vacina em casos assintomáticos e o impacto que pode ter na transmissão do vírus. Mesmo assim, a Agência Europeia do Medicamento já recebeu um pedido para “acompanhamento científico” da vacina e para a sua autorização. E já há países europeus a encomendá-la.

Vacina russa Sputnik V é 91,6% eficaz contra a Covid-19

Cientistas estão a explorar se é possível misturar doses de vacinas diferentes

Embalagens com várias amostras da vacina AstraZeneca

Dan Kitwood/Getty Images

É mais uma porta aberta no conhecimento científico sobre a Covid-19 — e que, se se vier a comprovar, pode facilitar o processo de vacinação contra a doença em todo o mundo. O governo britânico está a financiar um estudo para determinar se as combinações com as vacinas da Pfizer/BioNTech e Oxford/AstraZeneca garantem proteção contra o novo coronavírus.

O ministério da Saúde britânico explicou em comunicado que os ensaios vão envolver mais de 800 voluntários, todos eles com mais de 50 anos. Todos vão ser acompanhados durante 13 meses para saber se as misturas resultam e que impacto tem a duração do intervalo entre a toma das vacinas na imunidade desenvolvida pelo organismo.

“Devido aos desafios inevitáveis de imunizar um grande número da população, há vantagens em ter dados que poderiam apoiar um programa de imunização mais flexível, se for necessário e se for aprovado pelo regulador de medicamentos”, explicou o diretor geral adjunto de Saúde de Inglaterra, Jonathan Van-Tam.

AstraZeneca fez uma parceria para acelerar a produção de vacinas

Um profissional de saúde no Mianmar segura um frasco da vacina da AstraZeneca/Oxford.

AFP via Getty Images

Os problemas na produção da vacina desenvolvida pela AstraZeneca e pela Universidade de Oxford podem ter finalmente uma solução. A farmacêutica e a empresa alemã IDT Biologika juntaram-se numa parceria para acelerar a produção do fármaco, que não está a chegar aos países europeus tão depressa como inicialmente acordado.

A IDT Biologika fica em Dessau e deve permanecer como uma segunda fábrica para a vacina da AstraZeneca até ao final de 2022. Pascal Soriot, presidente executivo da AstraZeneca, confirmou em comunicado que “este acordo ajudará muito a Europa a aumentar as suas próprias capacidades de produção de vacinas, o que permitirá responder aos desafios atuais da pandemia e garantir uma oferta estratégica no futuro”.

A AstraZeneca avisou logo no início de janeiro que teria problemas em cumprir os prazos para entrega das vacinas delineados com a União Europeia. Foi o ponto de partida para um conflito entre as duas partes do acordo, mas cujo entendimento tem agora mais hipóteses de se concretizar.

Uma mulher com 117 anos sobreviveu ao vírus

Irmã André, a pessoa mais antiga da Europa, sobreviveu à Covid-19 em França.

AFP via Getty Images

É uma história de sobrevivência no meio de uma pandemia que tem condenado mais quem é mais velho. Lucile Randon, uma freira francesa mais conhecida como Irmã André, recuperou da Covid-19 a dois dias de celebrar 117 anos. Apesar da infeção, a freira garante que não se sentiu doente.

O teste positivo de Lucile Randon chegou a 16 de janeiro. “Nem percebi que estava infetada”, comentou a irmã a um jornal francês. Foi colocada em confinamento num quarto da casa de repouso Sainte Catherine Labouré, localizada em Toulon, onde mora, e recuperou ao fim de três semanas.

Lucile Randon é considerada a pessoa mais velha da Europa e a segunda mais velha em todo o mundo, atrás da japonesa Kane Tanaka — que, nascida em 2 de janeiro de 1903, é um ano, um mês e nove dias mais velha que a freira francesa.

Covid-19. Freira francesa com quase 117 anos, a pessoa mais velha da Europa, recupera da doença

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