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“A Farfetch não vai comentar.” Há cinco dias que a empresa criada e liderada por José Neves adotou a política de não comentar as notícias sobre a sua continuidade em bolsa. E as perguntas sobre se a companhia vai fazer algum comunicado ao regulador do mercado de capitais dos EUA sobre as razões que a levaram a adiar a divulgação de resultados ou mesmo sobre se existe alguma data prevista para prestar contas – uma obrigação enquanto empresa cotada – têm recebido sempre a mesma resposta: sem comentários.

Há cinco dias que a Farfetch está em silêncio, desde que, na passada terça à noite, o inglês Telegraph avançou que José Neves estaria a estudar a hipótese de retirar a empresa da bolsa de valores de Nova Iorque. A notícia pode não ter tido comentários da Farfetch, mas motivou um comunicado da Richemont, a empresa suíça dona da Cartier e da Montblanc, com quem a companhia luso-britânica tenta fechar um negócio desde agosto de 2022. Se a notícia indicava que a empresa até contaria com o apoio de alguns investidores de peso, como a Alibaba e a Richemont, para essa operação de retirada de bolsa, a empresa suíça puxou o tapete e lembrou aos acionistas que “não tem obrigações financeiras para com a Farfetch”, afirmando que não “prevê a concessão de empréstimos ou investimentos” à empresa.

Farfetch estará a estudar saída da bolsa. Dona da Cartier pondera rever acordo que tem com a empresa

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