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Em Julho passado, aquando do lançamento de uma selecção de crónicas que publiquei (“O Estado a que Isto Chegou”, ed. Alêtheia, 392 pág. – uma obra-prima sob diversos pontos de vista, sobretudo o meu), um senhor de certa idade aproximou-se de mim e acusou-me de ter medo de me afirmar de direita. Informei-o de que o medo não tinha nada a ver com o assunto, e tentei explicar-lhe o que é que tinha. O senhor de certa idade não me quis ouvir. Conto, agora, com os leitores do Observador para me quererem ler.

Não me digo de direita por várias razões. A primeira é superficial: soa parolo, a parolice daqueles sujeitos que se dizem do centro, da Confraria do Rabanete ou, pior ainda, de esquerda. A autodefinição é um exercício intrinsecamente pateta.

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