O Governo de António Costa ainda mal começou e já está esgotado. Vimos este filme muito claramente esta semana. O mesmo Governo que se deslumbra com um milagre tecnológico que beneficia ainda muito poucos e proclama de forma enganadora ter virado a página de austeridade, vai abafando as más notícias: que cobra mais impostos e contribuições do que alguma vez cobrou, que Portugal diverge com o resto da Europa em qualidade de vida, que os serviços públicos estão em crise, que o fraquíssimo crescimento da produtividade é uma ameaça constante para o emprego e para os salários.

É por isso que precisamos de uma oposição forte, para alertar para os riscos e para minimizar os erros da governação. Precisamos de um PSD que não tenha medo de criticar as opções erradas do Governo. De um PSD que saiba que este Governo é e será sempre orgulhosamente apoiado pelas esquerdas. De um PSD que não tenha ilusões de que este Governo socialista aceitará alguma vez fazer uma reforma significativa para o bem do futuro do país. De um PSD que não se esqueça que este Primeiro Ministro, pouco tempo depois de formar Governo, elogiava na Grécia o Governo da esquerda radical de Tsipras.

E depois, quando finalmente acabar este Governo socialista, deixando uma carga fiscal em níveis máximos e os serviços públicos estafados, será necessário muito trabalho para unir as pessoas e fazer face aos desafios globais. Nessa altura, mais do que nunca, será preciso um projeto forte e diferenciador do PSD, que ofereça uma verdadeira alternativa aos eleitores.

Portugal precisa de dar um salto, de produtividade, de competitividade, de qualidade de vida. Precisa de uma mudança de paradigma, iniciada pelo anterior Governo do PSD. Mais flexibilidade, mais e melhor educação, mais exigência. É uma mudança difícil, mas necessária para deixar uma herança diferente da habitual pré-bancarrota socialista.

E como Portugal, também o PSD precisa de mudar. Os resultados historicamente maus nas últimas eleições não podem ser normalizados. É preciso reconhecer que um PSD mais próximo do PS não convenceu os eleitores e temos de seguir outro caminho.

Precisamos de um PSD que, no espírito humanista que o caracteriza, ofereça um caminho com mais oportunidades para todos, mas sem perder de vista a proteção dos mais fracos. Um PSD que saiba agregar e unir os seus militantes e todos os cidadãos em torno deste objetivo comum. Luís Montenegro é o candidato que tem melhores condições para unir o partido, fazer uma oposição eficaz e liderar a mudança de paradigma no próximo Governo do PSD. Para isso, conta desde já com o meu apoio.