Rádio Observador

Impostos

Sejamos todos Robin dos Bosques

Autor
252

O protesto é uma arma da democracia, mas deve estar ligado directamente ao voto e não à violência. Sejamos todos Robin dos Bosques contra o saque fiscal. Há uma diferença entre o imposto e o esbulho.

Passam os anos, passam os governos, e os impostos aumentam.

De forma directa ou encapotada, entre impostos e pseudo taxas e tarifas, os governos, o central e os locais, vão demonstrando a sua criatividade para, não sejamos meigos, ir ao bolso de todos nós. Ao bolso do cidadão, ao bolso do empreendedor e ao bolso das empresas.

Como se não fosse suficiente o elevado peso fiscal no recibo de vencimento, a cada acção do dia-a-dia lá levamos com mais fisco. Somos saqueados ao acender a luz em casa. Saqueados ao comprar pão e outros bens essenciais. Somos saqueados ao comprar um carro, e literalmente pilhados ao abastecê-lo de combustível. E quem procura alternativas encontra serviços em ruptura ou descoordenados. Mas há quem nem alternativas tenha, ficando refém dos saqueadores fiscais. É saqueado o cidadão e são saqueadas as empresas, que viram em 2018 Portugal alcançar o 2º lugar nos países europeus com taxa de IRC mais elevada.

Crescemos todos a ouvir a história de Robin dos Bosques como alguém que retirava aos ricos para dar aos pobres, quando na verdade Robin e os seus companheiros lutavam contra o saque fiscal e a cobrança excessiva de impostos, para devolver o dinheiro aos contribuintes, nomeadamente aos pequenos empresários locais, que mais sofriam com os raides dos saqueadores, travestidos de cobradores de impostos.

Está na altura de pegar nas armas que temos e sermos todos Robins. Se na floresta de Sherwood utilizavam o arco e a flecha, vivendo nós em democracia, utilizemos a caneta e o boletim de voto. A arma da revolução do nosso tempo é o voto.

Em França assistimos nos últimos dias à revolta da população, no simbolismo dos coletes amarelos. Mas aquilo que começou como um movimento orgânico de cidadãos que não procurava acção violenta, rapidamente foi tomado de assalto por radicalismos, assistindo-se em Paris, e em Bruxelas também, a vandalismo gratuito.

O protesto é também uma arma da democracia, mas deve estar ligado directamente ao voto e não à violência. Sejamos todos Robin dos Bosques, contra o saque fiscal. Tendo iniciativa, participando, protestando pacificamente se necessário e, sobretudo, votando. Contra os imitadores contemporâneos do Xerife de Nottingham. A favor daqueles que saibam estabelecer uma diferença entre o imposto e o esbulho.

Fundador da Iniciativa Liberal

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Governo

Perfil de um governo que nada sabe

Rodrigo Saraiva
1.014

Seria um absurdo uma interpretação literal deste texto como se fosse um artigo de opinião. Ele apenas recorda factos. Lista acontecimentos. Relaciona comportamentos. As conclusões ficam para o leitor.

Eleições Europeias

A mudança (que se impõe) na Europa

Rodrigo Saraiva

Ao invés do que supus, Macron tem desperdiçado as oportunidades para ser um agente da mudança. Aquilo que era um aparente europeísmo tem vindo a mostrar-se um eurocentrismo com toques de egocentrismo.

Internet

Liberdades conquistadas nunca estão garantidas

Rodrigo Saraiva

Que não seja um justo combate por liberdades, como o #SaveYourInternet, a servir de alento àqueles que nos últimos anos têm tentado condicionar os meios de comunicação e destruir o projecto europeu.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)