Se o Presidente Vladimir Putin se preocupasse tanto com o combate ao COVID-19 na Rússia como se preocupa com o reforço do seu poder ditatorial, o país não estaria na situação sanitária catastrófica em que se encontra.

Nos últimos meses, não há dia em que a Rússia não bata o próprio anti-recorde quanto ao número de infectados e mortos pela pandemia, tendo, no Domingo, chegado, segundo dados oficiais, aos 34 325 novos casos e 998 mortos. Um número aparentemente estranho se tivermos em conta que os dirigentes russos, à velha maneira soviética, não se cansam de falar dos êxitos nesse combate a nível interno e externo.

Putin foi o primeiro a anunciar a criação de uma vacina altamente eficaz contra o vírus: a Sputnik V, dando assim a entender que a Rússia continua a ser uma superpotência científica não obstante todas as dificuldades criadas pelas sanções e pela política de confronto do chamado Ocidente.

(Abro aqui um parêntesis para frisar que são os especialistas que devem avaliar a qualidade das vacinas, sejam elas russas, chinesas, norte-americanas ou inglesas, mas eu, pessoalmente, se estivesse na Rússia durante a pandemia, não hesitaria em vacinar-me com a Sputnik V).

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