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Maria João Avillez

Colunista

mjoaoavillez@observador.pt

Iniciei a minha actividade profissional ainda estudante, com 17 anos, na RTP, no “Programa Juvenil” e desde  então não mais parei de fazer jornalismo. Fui redactora principal do Expresso, trabalhei no Público e colaborei em diversos meios de comunicação -  do Diário Noticias à revista Sábado, da TSF à Rádio Renascença, da RTP à SIC Noticias. Coube-me a autoria e ver mais... a apresentação de  centenas de programas semanais  - radiofónicos e televisivos - de debate político ou grandes entrevistas. Em 1982 ganhei o Prémio EFE de Jornalismo, com “Sá Carneiro – o Ultimo Retrato”. Entre 1987 e 1989 trabalhei como assessora no Gabinete do então Ministro da Educação, engenheiro Roberto Carneiro. Tenho dez livros publicados entre os quais se contam as biografias de Sá Carneiro e Mário Soares; um volume sobre Álvaro Cunhal e um longo diálogo com Vítor Gaspar, para além de dois livros de entrevistas e de duas obras dedicados ao trabalho desenvolvido pela Fundação Gulbenkian no espaço geográfico onde se fala português.

Museus

Descobridores

Maria João Avillez

Dentro da Fundação Vuitton, uma harmonia luminosa, cá fora uma sombria cavalgada politica a caminho de um previsível desastre. A poucos metros dali, uma França contaminada e corroída pelo mal dos dias

França

Paris brûle-t-il?

Maria João Avillez

Vertigem define bem a campanha presidencial francesa, a que assisti por estes dias em Paris, confrontando-me com os seus inimagináveis episódios. Mesmo sendo a política mais imprevisível das artes.

TSU

O diabo é o Peneda

Maria João Avillez

Peneda lembra o Torres do Benfica, de quem se dizia que era “o Torres, sempre ele”. Hoje é “o Peneda, sempre ele” mas ao contrário: sem cabeça e a meter golos na própria baliza. Um diabo, embora pobre

1.995
Fado

Carta de despedida

Maria João Avillez

Da ilha que era tua, partiste sem pré aviso à beira desse Atlântico que adoravas. Mas nem eu nem nenhum dos que lá estavam em Alfama, na Igreja de Santo Estevão, te deixaremos morrer, José Pracana.

5.533
Natal

Presépios

Maria João Avillez

Que me resta, nesta terça-feira lúgubre em Berlim, senão olhar para o presépio, transferindo para ele o medo que sinto, o chão que deixei de ter, s coordenadas que saíram de vez dos meus radares?

Política

Sombras

Maria João Avillez

Todos os dias, é como se alguém “da esquerda” desenhasse o mapa da governação PSD/CDS com os pontos cardeais trocados (e falseado e deturpado). Terei de voltar a este tema de tal forma ele me confunde

105
Arte

Trezentos anos

Maria João Avillez

São 25 distintíssimas, diversíssimas e fortíssimas representações da Mater Dei (assim se chama a exposição), reeditando diálogo quase ininterrupto entre a arte e o sagrado, com Maria como intérprete

Governo

Os felizes

Maria João Avillez

Mas se um dia, por causa do estado do país, da agonia do ocidente ou da inquietante saúde do mundo, for preciso inverter a marcha e mudar de vida, onde ir buscar o discernimento, o ânimo, para actuar?

997
Política

Só um Miguel, este

Maria João Avillez

Sentada muito perto de Miguel Veiga pus-me a pensar que a única consolação que me restava, agora que alguém fechara até a eternidade a porta sempre aberta entre nós, era o que eu o tinha “aproveitado”

Câmara Municipal Lisboa

Lisboa

Maria João Avillez

Acenarem com graciosas novas praças ou tapetes de relva não me comove por aí além se o resto ou grande parte dele – o real dia a dia, a rotina quotidiana, o “viver aqui” – permanecer uma luta desigual

255
Douro

Crónica muito pessoal

Maria João Avillez

Terão visto que falei de outro Portugal. Gente tenaz, amante do risco, praticante do progresso, militante do país. Nos dias sombrios que correm foi um luxo ter gozado o sol dessa esplêndida colheita.

135
PSD

Estação das chuvas

Maria João Avillez

Se não fosse coisa tão irresponsável, tão imbecil, seria cómico achar que qualquer Rio correria lesto e seguro para S. Bento-do-Poder. Levando consigo à trela o PSD até à porta do céu, claro está.

705
Presidente da República

Tensão baixa

Maria João Avillez

Em política há um mundo de diferença entre um convite e uma convocação. Convidar para a festa, como faz Marcelo, não é convocar para um compromisso. Quando for preciso mobilizar, o êxito será duvidoso

278
PS

Cá estamos. Mas onde?

Maria João Avillez

Recuso-me a acreditar que a condescendência vigente, a geral indiferença, iluda a gravidade da ameaça que paira sobre a família socialista. Vote-se ou não nela, pois isso não tem a menor importância.

2.871
Verão

Despedida renitente

Maria João Avillez

Não é nada fácil voltar a sentar-me na plateia do circo, sendo uma outsider. Mas se a plateia rejubila, a corte se deslumbra e o país condescende, resta-me, profissionalmente, continuar lá sentada.

Rio 2016

Agosto

Maria João Avillez

Que dizer da vibração daquela festa, do fôlego, do guião daquela entrada em cena dos Jogos? Se como dizem – e parece que acham! – Deus é brasileiro, a criatividade também: corre-lhes no sangue.