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Maria João Avillez

Colunista

mjoaoavillez@observador.pt

Iniciei a minha actividade profissional ainda estudante, com 17 anos, na RTP, no “Programa Juvenil” e desde  então não mais parei de fazer jornalismo. Fui redactora principal do Expresso, trabalhei no Público e colaborei em diversos meios de comunicação -  do Diário Noticias à revista Sábado, da TSF à Rádio Renascença, da RTP à SIC Noticias. Coube-me a autoria e ver mais... a apresentação de  centenas de programas semanais  - radiofónicos e televisivos - de debate político ou grandes entrevistas. Em 1982 ganhei o Prémio EFE de Jornalismo, com “Sá Carneiro – o Ultimo Retrato”. Entre 1987 e 1989 trabalhei como assessora no Gabinete do então Ministro da Educação, engenheiro Roberto Carneiro. Tenho dez livros publicados entre os quais se contam as biografias de Sá Carneiro e Mário Soares; um volume sobre Álvaro Cunhal e um longo diálogo com Vítor Gaspar, para além de dois livros de entrevistas e de duas obras dedicados ao trabalho desenvolvido pela Fundação Gulbenkian no espaço geográfico onde se fala português.

Presidenciais em França

O anjo

Maria João Avillez

Emmanuel Macron sabe ao pormenor o que está a fazer: encarnar num mito. Um misto de pai, chefe, condutor do povo, inspirador das massas. Emmanuel quer dizer Deus connosco. Pode ser perigoso.

Marcelo Rebelo de Sousa

Desacertos

Maria João Avillez

Actuar assim, como Marcelo fez ao correr para o aeródromo de Tires, é exibir perante o país que nunca o Presidente tem em mãos um assunto, uma reflexão, cuja complexidade o impeça de sair porta fora

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Governo

Erupção cutânea

Maria João Avillez

Quem não ganha uma erupção cutânea nas estranhas circunstâncias políticas de hoje? Este meu último surto foi provocado pela oficialização do “não é bem assim”.

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União Europeia

Tempestade

Maria João Avillez

Quero absolutamente continuar na “Europa” mas... “ritmos e intensidades diferentes”? Que péssima “nova direcção”! Portugal nem no “banco” se voltaria a sentar.

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Londres

Outros dias

Maria João Avillez

Metrópole criativa, oferta cultural imbatível, sede da melhor imprensa do mundo, permanente espectáculo – da rua a Buckingham Palace. Com ou sem Brexit. Diário de uma semana em Londres. 

Fátima

O Peregrino

Maria João Avillez

É escrito com a claridade das coisas simples, a poesia das coisas belas, a importância das coisas essenciais. Surgirão mil livros sobre Fátima, como este, talvez nenhum.

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Governo

A mão

Maria João Avillez

Pessoas assim enjoam o primeiro-ministro. Exigem-lhe “nervos de aço. Deve dar um trabalhão fazer passar a direita como um grupo menor de maltrapilhos, de passado duvidoso e com má folha de serviços.

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Fim de Semana

Camélias

Maria João Avillez

Face a esta espécie de supra poder civilizacional que a esquerda se outorgou e quer deixar como herança, e à paralisia muda da direita, somos muitos poucos. Pouquíssimos.

Museus

Descobridores

Maria João Avillez

Dentro da Fundação Vuitton, uma harmonia luminosa, cá fora uma sombria cavalgada politica a caminho de um previsível desastre. A poucos metros dali, uma França contaminada e corroída pelo mal dos dias

França

Paris brûle-t-il?

Maria João Avillez

Vertigem define bem a campanha presidencial francesa, a que assisti por estes dias em Paris, confrontando-me com os seus inimagináveis episódios. Mesmo sendo a política mais imprevisível das artes.

TSU

O diabo é o Peneda

Maria João Avillez

Peneda lembra o Torres do Benfica, de quem se dizia que era “o Torres, sempre ele”. Hoje é “o Peneda, sempre ele” mas ao contrário: sem cabeça e a meter golos na própria baliza. Um diabo, embora pobre

1.995
Fado

Carta de despedida

Maria João Avillez

Da ilha que era tua, partiste sem pré aviso à beira desse Atlântico que adoravas. Mas nem eu nem nenhum dos que lá estavam em Alfama, na Igreja de Santo Estevão, te deixaremos morrer, José Pracana.

5.533
Natal

Presépios

Maria João Avillez

Que me resta, nesta terça-feira lúgubre em Berlim, senão olhar para o presépio, transferindo para ele o medo que sinto, o chão que deixei de ter, s coordenadas que saíram de vez dos meus radares?

Política

Sombras

Maria João Avillez

Todos os dias, é como se alguém “da esquerda” desenhasse o mapa da governação PSD/CDS com os pontos cardeais trocados (e falseado e deturpado). Terei de voltar a este tema de tal forma ele me confunde

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Arte

Trezentos anos

Maria João Avillez

São 25 distintíssimas, diversíssimas e fortíssimas representações da Mater Dei (assim se chama a exposição), reeditando diálogo quase ininterrupto entre a arte e o sagrado, com Maria como intérprete

Governo

Os felizes

Maria João Avillez

Mas se um dia, por causa do estado do país, da agonia do ocidente ou da inquietante saúde do mundo, for preciso inverter a marcha e mudar de vida, onde ir buscar o discernimento, o ânimo, para actuar?

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