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O défice orçamental superou 2,2 mil milhões de euros nos primeiros quatro meses do ano, um agravamento de quase 1.400 milhões de euros desde o final de março, diz a Direção-Geral do Orçamento (DGO). Na síntese de execução orçamental até abril, hoje divulgada, as Finanças dão conta de um agravamento do défice neste único mês que acabou por ser 2,6 vezes o valor do final de abril.

Este valor do défice é apurado em contabilidade pública (contam as entradas e saídas de dinheiro em caixa e não é o valor apurado pelo INE e que conta para Bruxelas), mas tem alguns ajustamentos impostos pela troika, que retiram algumas despesas e receitas das contas. Neste caso, as contas da ‘troika’ retiraram das contas 50 milhões de euros que estão registados no défice apurado pela DGO, que valeria caso não estivesse a ‘troika’ em Portugal.

O grande agravamento verifica-se no Estado (ministérios e outras entidades que não têm autonomia financeira), que viu o défice agravar-se, de março para abril, 1,25 mil milhões de euros. O restante vem das empresas públicas que foram reintegradas no orçamento, que viram o seu défice agravar mais de 120 milhões de euros. As Finanças dizem que o resultado deste ano é melhor em 287 milhões de euros que o registado no ano passado.

A despesa da administração central e da Segurança Social aumentou 0,8%, apesar das despesas com pessoal terem caído 4% face aos primeiros quatro meses de 2013. A grande subida verificou-se nos juros e outros encargos que, com uma subida de 21,7%, sobrecarregaram as contas com mais 315,8 milhões de euros.

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