A inflação na zona euro voltou a cair em julho e já está no seu mais baixo nível em quase cinco anos, com os preços a caírem 0,7% em termos mensais, deixando a região cada vez mais perto de entrar em deflação.

Esta quinta-feira está a ser repleta de más notícias para a economia da zona euro. Depois de o Eurostat ter dado conta da estagnação económica da zona euro, e se ter ficado a saber que Alemanha e Itália entraram em contração no segundo trimestre, e que a França estagnou pelo trimestre consecutivo e que vai falhar as metas do défice, os preços na zona euro estão cada vez mais perto da queda em termos anuais.

Segundo o Eurostat, a média dos últimos meses dá conta de uma queda na inflação para os 0,4% em julho, depois de ter registado apenas 0,5% de subida nos preços em junho.

Este é o pior registo desde outubro de 2009, segundo o gabinete de estatísticas das comunidades europeias.
Em julho de 2013, os preços estavam a subir 1,6%, quatro vezes o registado agora em julho deste ano.
Em termos mensais as notícias são ainda piores. Os preços caíram 0,7% em julho face a junho.

Bulgária (-1,1%), Grécia (-0,8%), Portugal (-0,7%), Espanha (-0,4%) e Eslováquia (-0,2%) apresentaram quedas nos preços em termos anuais. Em sentido inverso esteve a Áustria, que viu os preços crescerem 1,7%, a Roménia com um aumento de 1,5% e o Luxemburgo com 1,2%.

O que mais levou à queda nos preços na zona euro foi a descida nos preços da fruta, vegetais e telecomunicações, que acabaram por mais que compensar os aumentos dos preços nos restaurantes e cafés, nas rendas e na manutenção de veículos.

A inflação para o conjunto dos 28 países da União Europeia foi de 0,6% em termos anuais, também perdendo uma décima face ao resultado de junho. Em termos mensais, os preços caíram 0,5%.