A vitória de Costa é feita ao som de um nova banda sonora. “Allegro – L’istesso tempo, un poco maestoso”, foi a peça escolhida para a vitória por quase dois terços dos votos (68,9%) do autarca de Lisboa A intenção é mudar tudo, a começar no PS, a seguir o país: “Este é o primeiro dia de uma nova maioria de governo. É o primeiro dos últimos dias deste Governo”, disse o agora candidato a primeiro-ministro pelo PS.

O discurso, num ambiente apoteótico, foi curto. E omisso. Nos poucos minutos que falou, não se referiu a António José Seguro. Disse apenas, numa referência indireta ao agora líder demissionário do partido, que “estas eleições primárias só têm um vencedor: o PS. (…) Não foram a derrota de ninguém, mas a vitória de todos os militantes e simpatizantes do PS”.

A intenção de Costa, proclamou-a no palco onde estava acompanhado de Manuel Alegre, Ana Catarina Mendes, diretora da campanha, Carlos César, mandatário e Ferro Rodrigues, ex-líder do partido, é a de unir o PS. E foi isso que começou por querer mostrar quando lançou o cravo que a filha lhe tinha oferecido: “Este cravo é vosso”. Mais que o cravo, Costa falou para os apoiantes neste pequeno discurso e para os portugueses. Afinal, o título com que sai deste domingo é o de candidato do PS a primeiro-ministro.

Disse que foi uma vitória “clara e inequívoca” – expressão que tinha repetido no início da noite – e que demonstra a “força de vontade de mudança em Portugal para construirmos a alternativa a este governo e a esta política”.

Para fazer o que sempre criticou a Seguro, uma oposição ao Governo, Costa quis garantir aos “militantes e simpatizantes” que irá “estar à altura” da confiança que depositaram nele. “Assumo este mandato com a emoção e sentido de responsabilidade, e espírito de serviço que me dedico desde os 14 anos na JS e no PS”.

Costa estava sorridente, o auditório do Fórum Lisboa encheu e demorou a esvaziar.