Todos gostam de benefícios fiscais, incluindo o setor financeiro. Por isso, quando um produto recebe uma redução fiscal, é normal registar-se um aumento dos custos dos produtos.

É por isso que os planos de poupança-reforma (PPR) na modalidade de fundos de investimento cobram mais na subscrição e no reembolso do que os fundos mistos, que são diretamente comparáveis. Mas é na modalidade de seguros de vida que os PPR mais cobram: a comissão de subscrição chega até 9% do aforro (Misto BA PPR da España S.A.), mostra a lista agregada pelo Instituto de Seguros de Portugal.

Os seguros de capitalização, cuja tributação sobre os rendimentos também é reduzida no longo prazo, primam por apresentarem frequentemente comissões de subscrição e de reembolso. Este tipo de cobrança é cada vez mais raro noutros produtos financeiros, como nos fundos de investimento.

Os depósitos a prazo, que, em 2015, juntar-se-ão aos produtos com vantagens fiscais de longo prazo, não podem ter comissões.

Se quer investir com benefícios fiscais, garanta que o seu instrumento financeiro não tem custos acrescidos por causa disso.