Depois das palavras do líder do Partido Socialista, António Costa, na noite de quinta-feira, a vice-presidente da bancada parlamentar socialista reforçou, nesta sexta-feira, a mensagem e de forma mais direta: se o Partido Socialista for eleito nas legislativas de 2015, os salários dos funcionários públicos vão mesmo ser repostos, por inteiro, em 2016.

“A reposição integral dos salários é mesmo para 2016 e a previsão, com maior convicção, que podemos fazer neste debate é a de que o próximo Orçamento do Estado para 2016 não será feito por este Governo”, afirmou a deputada socialista Ana Catarina Mendes.

Inicialmente, Pedro Passos Coelho disse que os salários seriam pagos sem cortes em 2016 (uma obrigação decorrente da decisão do Tribunal Constitucional), mas logo a seguir emendou.

A deputada aproveitou para lembrar as declarações do primeiro-ministro, durante as suas intervenções no primeiro dia de debate do Orçamento do Estado para 2015, que geraram dúvidas quanto à reposição dos salários dos funcionários públicos no próximo ano. Inicialmente, Pedro Passos Coelho disse que os salários seriam pagos sem cortes em 2016 (uma obrigação decorrente da decisão do Tribunal Constitucional), mas logo a seguir emendou e disse que se fosse novamente eleito proporia que fossem devolvidos apenas 20% ao ano.

Ana Catarina Mendes aproveitou para expor estas contradições no discurso e para vincar a posição do PS em relação aos salários dos funcionários públicos, que saudou, de forma irónica, porque este respeitava o Tribunal Constitucional (TC), algo que o primeiro-ministro corrigiu de seguida, para a deputada.

Ana Catarina Mendes deixou a garantia, ainda mais explícita do que aquela que o líder do PS fez durante o programa da SIC ‘Quadratura do Círculo’, que se o PS for eleito, o próximo Orçamento não afrontará o Tribunal Constitucional.

“No discurso que leu, a propósito da reversão dos cortes aos salários dos funcionários públicas, estava o respeito pelo Tribunal Constitucional. O senhor primeiro-ministro abandonou o papel e quando deixou o papel muda de discurso e, aí, reitera o desrespeito ao Tribunal Constitucional em vez de confirmar que 20% serão repostos em 2015 e que será reposto o salário integralmente em 2016, opta por diz que afinal repõe 20%”, disse.

Ana Catarina Mendes deixou a garantia, ainda mais explícita do que aquela que o líder do PS fez durante o programa da SIC ‘Quadratura do Círculo’, que se o PS for eleito, o próximo Orçamento não afrontará o Tribunal Constitucional e reporá os salários dos trabalhadores em funções públicos por completo: “O Orçamento do Estado ara 2016, se os portugueses como espero confiarem no PS, será respeitador da Constituição e não afrontará o Tribunal Constitucional”.

António Costa disse no programa da SIC que achava “difícil” uma leitura do acordão do TC sobre a redução remuneratória que não significasse a reposição dos salários por completo em 2016.  

Carlos Abreu Amorim, questionou o PS sobre as ideias de António Costa para o país, apelidando o desconhecimento como “o mais triste mistério da política portuguesa”.

O PSD, através do deputado Carlos Abreu Amorim, questionou o PS sobre as ideias de António Costa para o país, apelidando o desconhecimento como “o mais triste mistério da política portuguesa”.

“O que é que o doutor António Costa pensa sobre a educação, sobre a saúde, sobre o emprego? Tem que largar de vez este tabu, de dizer generalidades, imprecisões, de não ter propostas sérias e objetivos e de ter um programa concreto que os portugueses percebam e que os portugueses possam confiar”.

A deputada, já sem tempo para a resposta ainda teve direito a mais um minuto, cedido precisamente pela bancada do PSD, disse aos deputados que “muito em breve terão oportunidade de perguntar ao doutor António Costa o que pensa e o que quer para o país” e aproveitou ainda para apontar para a bancada do Governo e apontar ao primeiro-ministro dizendo: “felizmente, não estará aí sentado em 2016”.