“Brasil, pátria educadora”. É esse o novo lema “simples”, “direto” e “mobilizador” de Dilma Rousseff, presidente brasileira reeleita que tomou posse esta quinta-feira. A cerimónia, que arrancou às 16h40 em Brasília, viu Rousseff discursar, durante mais de 40 minutos, em frente a diversos parlamentares em pleno Palácio do Planalto. Entre muitas ideias e promessas verbalizadas, há uma que se destaca: a democratização da educação.

“A educação será a prioridade das prioridades, só a educação liberta um povo e abre as portas para um futuro próspero”, declarou Dilma, interrompida por uma salva de palmas. Universalizar o ensino de qualidade, para que chegue a todos os segmentos da população, expandir o acesso a cresces e pré-escolas, apostar na alfabetização e apoiar as universidades foram algumas das medidas enunciadas pela presidente agora empossada.

“As mudanças que o país espera para os próximos quatro anos dependem da estabilidade e credibilidade da economia. Isso para nós não é novidade”, acrescentou, relembrando que a inflação permaneceu abaixo do teto da meta em todos os anos em que esteve no cargo de presidente e que “assim vai permanecer”. Na mira está um ambiente mais favorável aos negócios, atividade produtiva, investimentos, competitividade e crescimento sustentável. “Mais do que ninguém sei que o Brasil precisa voltar a crescer.” Defendeu, pois, um ajuste nas contas públicas para que o país volte a crescer e avançou que pretende realizar uma reforma fiscal, que deverá beneficiar pequenos e micro empresários.

Para o fim do discurso ficou o tema sensível da corrupção, com destaque para o escândalo em torno da Petrobras – maior empresa estatal do Brasil, da qual terão sido desviados mais de 3 mil milhões de euros. “[A Petrobras é uma] empresa com 86 mil empregados dedicados, honestos e sérios que teve lamentavelmente alguns servidores que não souberam honrá-la. (…) Vamos defender a Petrobras dos seus predadores internos e inimigos externos. Por isso, vamos apurar com rigor tudo de errado que foi feito”. Acrescentou ainda: “Vamos implementar a mais rigorosa política de controlo na Petrobras”.

O apelo feito aos brasileiros aconteceu dois meses depois da reeleição de Dilma para o cargo, a 26 de outubro, com uma vitória à justa, em que apenas 3,4 milhões de votos a separaram de Aécio Neves, o candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). A primeira mulher a assumir a presidência do Brasil promete continuar no caminho das conquistas sociais. “Viva o Brasil e viva o povo brasileiro”.