David Cameron ameaçou segunda-feira banir aplicações como Whatsapp e Snapchat se estas não permitirem o acesso das comunicações aos serviços secretos britânicos, conta o Bits, um blog do New York Times. Os ataques a Paris terão incentivado a urgência de vários governos do Ocidente, que exigem que empresas como Google e Facebook ofereçam mais informação às secretas inglesas.

“Iremos permitir meios para comunicar que simplesmente são impossíveis de ler?”, perguntou o primeiro-ministro inglês. “A minha resposta a essa questão é: ‘não, não devemos.” Em véspera de eleições nacionais, Cameron disse que, caso seja eleito, pretende banir estes serviços de mensagens encriptadas. Afinal, garante, a sua prioridade é defender o país de ataques terroristas. Mas o New York Times questionou como iria o Governo inglês proibir as pessoas de usar este tipo de aplicações, sugerindo que, mesmo que avance a medida, nunca aconteceria antes de 2016.

O mesmo artigo dá ainda conta de que, no ano passado, governos europeus contactaram as norte-americanas Microsoft e Twitter para discutir questões relacionadas com privacidade e segurança, nomeadamente sobre a forma como podem essas empresas controlar o que é publicado. Num passado recente (2013), o Facebook esteve envolvido numa tema delicado: não transmitiu às autoridades inglesas ameaças publicadas online, que mais tarde culminariam na morte de um soldado, em Londres.