A Bielorrússia admite reestruturar a sua dívida e já tem acordado o apoio financeiro da Rússia caso venha a ser necessário, disse nesta quinta-feira o Presidente da Bielorrússia Alexandr Lukashenko, levando a um desinvestimento em massa na dívida bielorrussa.

O aviso surge numa semana agitada nos mercados com a vitória do Syriza,que  defende a reestruturação, mais uma vez, da dívida pública grega, nas eleições legislativas na Grécia e da Ucrânia ter contratado um consultor internacional para preparar uma reestruturação na sua dívida.

A Bielorrússia foi uma das ex-repúblicas soviéticas que mais sofreu com a forte desvalorização do rublo em dezembro, devido à sua estreita ligação económica com o país liderado por Vladimir Putin. A crise na Bielorrússia levou mesmo o banco central a criar um imposto que taxa em 30% todas as compras de moeda estrangeira e a mais que duplicar as taxas de juro que o banco central cobra para emprestar aos bancos comerciais, para os 50%. O país chegou a pedir empréstimo com taxas de juro de 25%, a desvalorizar a moeda e a retirar os controlos de capitais que impôs apenas um mês depois de os impor.

Alexndr Lukashenko explicou, numa conferência de imprensa em Minsk, que o seu país não quer pedir mais dinheiro, mas que tem um “acordo firme” com os líderes russos, onde diz que se incluir Vladimir Putin, para receber até 500 milhões de dólares emprestados “caso a situação fique muito difícil” A Bielorrússia tem de amortizar quatro mil milhões de dólares de dívida pública em 2015, avançou o Presidente.

Na quarta-feira, a ministra das Finanças da Ucrânia, Natalia Yaresko, disse que o país iria começar a falar com os seus credores para “melhorar a sustentabilidade da dívida” pública, o que foi interpretado por muitos como um aviso que a dívida pública iria ser restruturada. Para estas conversações, a Ucrânia já contratou a Lazard como consultora.