A Indonésia está pronta para executar sete estrangeiros que se encontram no corredor da morte, após ter rejeitado os pedidos de clemência, e não obstante as críticas por parte da comunidade internacional, disse fonte oficial.

As autoridades tinham já informado que dois australianos condenados por tráfico de droga viram ser-lhes negados os pedidos de clemência pelo Presidente indonésio, Joko Widodo, e que devem enfrentar, em breve, o pelotão de fuzilamento.

Contudo, um porta-voz do gabinete da Procuradoria-Geral revelou que também foram recentemente negados os pedidos de clemência de mais cinco estrangeiros, incluindo um brasileiro e um francês, também condenados por crimes de droga e que, no corredor da morte, na mesma situação, estão mais quatro cidadãos indonésios.

“O gabinete do Procurador-geral tem agora 11 condenados no corredor da morte prontos para serem executados”, disse, na noite de quarta-feira, o porta-voz Tony Spontana, indicando que uma decisão sobre onde e quando terão lugar as execuções ainda não foi tomada.

A Indonésia executou, no início do mês, seis condenados por crimes relacionados com droga, incluindo cinco estrangeiros, numa ação que causou a ira do Brasil e da Holanda — cujos cidadãos figuraram entre os executados –, levando os respetivos governos a anunciar a retirada dos seus embaixadores.